Inteligência artificial reduz contratações e salários de jovens no Brasil
Estudos apontam que a adoção de IA no mercado brasileiro impacta negativamente a empregabilidade e a remuneração de profissionais entre 18 e 29 anos.
Pontos principais
- Jovens em profissões expostas à IA têm 4,8% menos chances de emprego e salários 7% menores.
- Pesquisadores da USP identificaram queda de 4,7% nos salários de jovens de 16 a 21 anos em cargos automatizáveis.
- Cerca de 16% das empresas brasileiras já utilizam IA, colocando o país na liderança entre economias emergentes.
- A tecnologia tem favorecido a contratação de profissionais seniores em detrimento de perfis juniores.
- Casos práticos, como o do Banco BV, mostram a automação de 85% das cobranças sem intervenção humana.
A rápida adoção da inteligência artificial no mercado de trabalho brasileiro tem gerado efeitos desproporcionais sobre a força de trabalho jovem. Dados de pesquisadores da USP e estudos internacionais indicam que profissionais entre 18 e 29 anos enfrentam uma redução de 4,8% nas chances de contratação e salários até 7% menores em ocupações suscetíveis à automação. O cenário reflete uma tendência global, onde empresas priorizam a contratação de funcionários seniores em vez de juniores para operar novas ferramentas tecnológicas.
Com 16% das empresas nacionais já integrando sistemas de IA em suas operações, o Brasil se destaca entre as economias emergentes na implementação dessas tecnologias. Exemplos como o do Banco BV, que automatizou 85% de suas cobranças, ilustram como tarefas operacionais estão sendo substituídas por algoritmos. Essa transição exige uma adaptação urgente do mercado, visto que a automação de funções de entrada pode dificultar o acesso dos jovens ao primeiro emprego e o desenvolvimento de carreiras de base.
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