Morgan Stanley aponta dilema fiscal para oferta de GLP-1 no SUS
Incorporação de medicamentos GLP-1 ao SUS enfrenta desafios orçamentários e deve ter impacto limitado nas ações de redes de farmácias.
Pontos principais
- Governo Lula e Ministério da Saúde avaliam oferta de GLP-1 para obesos e diabéticos.
- Custo anual da distribuição de semaglutida pode variar entre R$ 54,8 bilhões e R$ 343,6 bilhões.
- Orçamento de saúde para 2027 é de R$ 272,2 bilhões, limitando a viabilidade de ampla distribuição.
- Analistas preveem impacto modesto nas vendas da RD Saúde e Pague Menos devido a critérios rígidos de elegibilidade.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em conjunto com o Ministério da Saúde, estuda a possível incorporação de medicamentos da classe GLP-1 ao SUS para o tratamento de obesidade e diabetes. Segundo análise do Morgan Stanley, a iniciativa impõe um dilema fiscal significativo, dado que o custo anual do programa poderia atingir até R$ 343,6 bilhões, superando o orçamento total previsto para a saúde em 2027, que é de R$ 272,2 bilhões.
Para o mercado financeiro, a medida deve ter um impacto limitado no desempenho de longo prazo de redes de farmácias como RD Saúde e Pague Menos. Os analistas do banco projetam que critérios de elegibilidade rigorosos restringirão o número de beneficiários, mantendo o crescimento estrutural dessas empresas impulsionado por outros segmentos de medicamentos e pela demanda contínua do setor.
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