O Sistema Único de Saúde (SUS) é o sistema de saúde pública do Brasil, garantindo acesso universal e gratuito a serviços de saúde desde 1988. Atualmente, o SUS está expandindo sua atuação com iniciativas como a Rede Alyne, que visa fortalecer a atenção materno-infantil e formar 760 novos enfermeiros obstétricos até 2026. Além disso, o sistema incluiu o Sequenciamento Completo do Exoma (WES) para diagnóstico de doenças raras e inaugurará um Centro de Saúde Pública de Precisão em 2026, aprimorando o atendimento e a pesquisa para milhões de brasileiros.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é o sistema de saúde pública do Brasil, responsável por garantir acesso universal, integral e gratuito aos serviços de saúde para toda a população. Criado pela Constituição Federal de 1988, o SUS é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, abrangendo desde a atenção primária até procedimentos de alta complexidade. Sua relevância é destacada pela constante busca por melhorias e expansão de serviços, como o reforço na formação de profissionais de enfermagem obstétrica para qualificar a atenção à saúde da mulher e do recém-nascido. Além disso, o SUS tem expandido sua atuação para áreas especializadas, como o tratamento e pesquisa de doenças raras, visando aprimorar o diagnóstico e a qualidade de vida de milhões de brasileiros.
O SUS foi instituído com o objetivo de superar a fragmentação e a iniquidade do sistema de saúde anterior no Brasil, que era predominantemente focado na assistência médica curativa e com acesso restrito. A Constituição de 1988 estabeleceu a saúde como direito de todos e dever do Estado, consolidando os princípios da universalidade, integralidade e equidade. Ao longo dos anos, o SUS tem passado por diversas iniciativas para aprimorar seus serviços, como a Rede Cegonha (2011), que visava melhorar a assistência materno-infantil, e sua reestruturação na Rede Alyne (2024), que busca reduzir a mortalidade materna e infantil, especialmente entre mulheres negras.
Em novembro de 2025, o Ministério da Saúde iniciou um curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica pela Rede Alyne, com investimento de R$ 17 milhões, para formar 760 novos profissionais. Esta iniciativa visa fortalecer a atenção obstétrica e neonatal no SUS, dada a insuficiência de enfermeiros obstétricos no país (apenas 13 mil registrados, com 46% atuando em estabelecimentos de saúde). A formação é coordenada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com 38 instituições e a Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo). A medida busca alinhar o Brasil a modelos de atenção baseados na enfermagem obstétrica, comuns em países desenvolvidos, onde há maior densidade desses profissionais, promovendo partos mais humanizados e com menor intervenção.
Em uma iniciativa para doenças raras, o Governo Federal incluiu o Sequenciamento Completo do Exoma (WES) no SUS, o principal teste disponível para o diagnóstico dessas condições. Este exame, que analisa a região do DNA com a maioria das mutações genéticas causadoras de doenças raras, tem como objetivo reduzir o tempo médio de espera pelo diagnóstico de sete anos para seis meses. Complementando essa ação, o Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recebeu mais de R$ 19 milhões em investimentos para a criação do Centro de Saúde Pública de Precisão, que será inaugurado em agosto de 2026. Este centro atenderá exclusivamente pacientes do SUS, oferecendo testes genéticos, exames de biomarcadores e ampliando as pesquisas em genética e medicina de precisão para melhorar a qualidade de vida dos cerca de 13 milhões de brasileiros afetados por doenças raras.