Daily Journal
Daily Journal

Data centers adotam químicos PFAS para resfriar sistemas de IA

A alta demanda por refrigeração em data centers de IA impulsiona o uso de substâncias PFAS, gerando alertas ambientais e disputas regulatórias.

Daily Journal
Foto: Times Brasil
||
21/09 às 06:15

Pontos principais

  • A expansão da inteligência artificial elevou a necessidade de refrigeração, levando à substituição da água por compostos químicos fluorados.
  • Empresas como Chemours, Daikin e Arkema ampliaram a produção de PFAS para atender ao setor de tecnologia e semicondutores.
  • Organizações ambientais questionam o uso desses químicos devido à sua persistência no meio ambiente e potenciais riscos à saúde.
  • Um grupo de 17 entidades contestou na EPA o pedido de aprovação do composto Opteon 2P50 para uso em data centers.
  • Arkema e Daikin enfrentam ações judiciais na França por alegações de poluição relacionadas à fabricação de PFAS.

A rápida expansão da infraestrutura de inteligência artificial tem forçado a indústria de data centers a buscar novas soluções de refrigeração, resultando na adoção crescente de substâncias químicas conhecidas como PFAS. Esses compostos fluorados, produzidos por empresas como Chemours, Daikin e Arkema, estão sendo utilizados para manter a eficiência térmica dos servidores, substituindo métodos tradicionais baseados em água. A transição, contudo, levanta preocupações significativas devido à alta resistência desses químicos à degradação ambiental.

O uso dessas substâncias gerou uma onda de resistência por parte de organizações ambientais, que alertam para os riscos à saúde pública e ao ecossistema. Recentemente, um grupo de 17 entidades contestou junto à EPA a aprovação do composto Opteon 2P50, enquanto fabricantes enfrentam ações judiciais na França por poluição. O impasse coloca em xeque a sustentabilidade da infraestrutura necessária para o avanço da IA, forçando um debate sobre a segurança dos materiais utilizados na tecnologia de ponta.

Comentários

Carregando comentários...