China faz seis lançamentos orbitais em seis dias e testa IA em órbita
Kinetica-1 levou nove satélites em 20 de setembro, entre eles o Chaozhisuan-1, que processa imagens e identifica alvos diretamente no espaço.
Pontos principais
- O Kinetica-1 Y18 decolou às 12h03 de 20 de setembro da zona-piloto de Dongfeng e colocou nove satélites em órbita
- Foi o sexto lançamento orbital chinês em menos de uma semana, com 100% de sucesso, usando Zhuque-2E, Gravity-1, Long March-12, Kuaizhou-11, Long March-2D e Kinetica-1
- O Chaozhisuan-1 é um satélite de sensoriamento remoto com câmera de luz visível de quatro metros e computador de IA a bordo, para processar imagens e identificar alvos em órbita
- O Pengcheng-1 integra estação-base e núcleo 5G NTN, computação de IA a bordo e enlace laser espaço-solo de 100 Gbps
- O voo foi o 16º do Kinetica-1, o 17º da CAS Space com a família e o 68º lançamento chinês de 2026
- Em 15 e 16 de setembro, Zhuque-2E da LandSpace e Gravity-1 da OrienSpace colocaram 18 satélites Qianfan em órbita, levando o total a 256
- A SpaceX realizou em 19 de setembro a 107ª missão do Falcon 9 em 2026, a 81ª dedicada à Starlink
O Chaozhisuan-1 é o terceiro esforço chinês de computação orbital a chegar ao espaço, depois da Three-Body Computing Constellation, da ADA Space e do Zhejiang Lab, e do Chenguang-1, de julho. A proposta é reduzir a necessidade de transmitir dados brutos para a Terra.
A sequência de lançamentos combina veículos estatais e privados. O Zhuque-2E Y7 levou 10 satélites Qianfan em 15 de setembro e, menos de 16 horas depois, o Gravity-1 Y3 lançou outros oito de águas ao largo de Xangai; o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação confirmou o total acumulado da constelação. O propulsor do Falcon 9 de 19 de setembro, designado 1093, voou pela 17ª vez a partir de Vandenberg.
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