Fachin pressiona Gonet a se afastar de sessão sobre Banco Master
O presidente do STF, Edson Fachin, sugeriu que o PGR Paulo Gonet não participe da sessão que analisa o caso do Banco Master devido a menções ao seu nome.
Pontos principais
- Edson Fachin recomendou que Paulo Gonet escale seu substituto na PGR para a sessão do dia 15 de setembro.
- O relatório em análise cita diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
- Documentos da Polícia Federal contêm menções a Paulo Gonet e a despesas pagas por Vorcaro ao filho do procurador.
- Paulo Gonet confirmou a interlocutores que pretende comparecer à sessão e não se declarar impedido.
- O partido Novo apresentou uma arguição de suspeição contra o PGR, solicitando seu afastamento do caso.
- Gilmar Mendes pediu o adiamento da sessão, argumentando que o processo não está pronto para julgamento.
- Moraes solicitou que o plenário analise também uma investigação contra o ministro André Mendonça.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, pressionou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a se afastar da sessão plenária agendada para a próxima terça-feira, dia 15. O julgamento deve analisar um relatório da Polícia Federal que aponta supostas interações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, figura central do Banco Master. A recomendação de Fachin fundamenta-se na existência de menções ao próprio chefe da PGR dentro do mesmo material probatório, o que gerou preocupações sobre a imparcialidade do órgão no processo.
Apesar da pressão exercida pela presidência da corte, Gonet sinalizou a interlocutores que não pretende se declarar suspeito ou impedido de atuar no caso. O procurador-geral planeja comparecer pessoalmente à sessão para sustentar a tese de que a investigação contra Alexandre de Moraes é nula, mantendo sua posição institucional. O cenário é agravado por uma arguição de suspeição protocolada pelo partido Novo, que questiona a conduta de Gonet devido a registros de despesas pagas por Vorcaro ao filho do procurador.
O ambiente no tribunal é de tensão, com pedidos de adiamento e questionamentos sobre o rito processual. O ministro Gilmar Mendes solicitou formalmente o adiamento da sessão, argumentando que o caso não possui condições de julgamento e que questões preliminares devem ser resolvidas antes do mérito. Paralelamente, o ministro Alexandre de Moraes pediu que o plenário também avalie uma investigação contra o ministro André Mendonça, sob a acusação de atuação política, elevando o nível da crise institucional que envolve decisões conflitantes entre os magistrados.
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