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AfD vence eleições na Saxônia-Anhalt e pressiona governo de Merz

O partido de extrema-direita AfD obteve 43,8% dos votos na Saxônia-Anhalt, enquanto a CDU do chanceler Friedrich Merz caiu para 17,2%, gerando instabilidade política na Alemanha.

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Foto: G1 Mundo
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07/09 às 07:01, atualizado 15:45

Pontos principais

  • O partido AfD conquistou 43,8% dos votos de lista na Saxônia-Anhalt, um crescimento de 23 pontos percentuais em relação a 2021.
  • A CDU, legenda do chanceler Friedrich Merz, registrou 17,2% dos votos, uma queda de 19,9 pontos percentuais.
  • O comparecimento às urnas atingiu o recorde de 77,8%, representando um aumento de 17,5 pontos percentuais.
  • A aliança BSW estreou no parlamento regional com 5,3% dos votos, superando a cláusula de barreira.
  • Friedrich Merz declarou estar 'profundamente chocado' com o resultado e admitiu que seu partido foi abalado em suas fundações.
  • O chanceler descartou renunciar ao cargo, prometendo manter a gestão apesar do avanço de forças anti-imigração e pró-Kremlin.

O cenário político alemão enfrenta um momento de alta tensão após a vitória expressiva do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições estaduais da Saxônia-Anhalt. Segundo dados oficiais da autoridade eleitoral regional, a legenda alcançou 43,8% dos votos de lista, dobrando sua representatividade e consolidando-se como a força política dominante no estado. Em contrapartida, a União Democrata-Cristã (CDU), partido do chanceler Friedrich Merz, amargou um resultado histórico negativo, caindo para 17,2% dos votos, o que representa uma perda de quase 20 pontos percentuais em comparação ao pleito anterior.

Diante do revés, o chanceler Friedrich Merz manifestou publicamente seu choque com os números, admitindo que o partido foi abalado em suas fundações. Apesar da pressão política e da baixa popularidade pessoal, que hoje gira em torno de 16%, Merz descartou qualquer possibilidade de renúncia e reafirmou seu compromisso em permanecer no cargo. O governo agora busca avaliar ajustes em sua agenda de reformas, incluindo temas sensíveis como a previdência e a política tributária, em negociações que devem envolver seus parceiros de coalizão, como o SPD.

A vitória da AfD, marcada pelo avanço de pautas anti-imigração e posições pró-Kremlin, levanta questionamentos sobre a eficácia do chamado 'cordão sanitário', estratégia política que visa impedir que partidos de extrema-direita alcancem o poder na Alemanha. Com a entrada da Aliança Sahra Wagenknecht (BSW) no parlamento regional, o equilíbrio de forças pode ser alterado, dificultando a formação de maiorias tradicionais. O impacto deste resultado é amplificado pela proximidade de novas eleições regionais em Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, marcadas para as próximas duas semanas, o que mantém o governo federal em um estado de alerta constante sobre a estabilidade de sua base e a viabilidade de suas políticas de longo prazo.

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