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Preço do diesel nos EUA atinge recorde histórico de US$ 5,85

O valor médio do diesel no varejo americano superou o pico de 2022, pressionado por conflitos globais que restringem a oferta e elevam custos de refino.

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Foto: Wtop
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04/09 às 05:15, atualizado 05/09 às 07:01

Pontos principais

  • O preço médio nacional do diesel nos EUA alcançou US$ 5,85 por galão em 4 de setembro de 2026.
  • O valor supera o recorde anterior de US$ 5,82 por galão, registrado em junho de 2022.
  • A alta acumulada é de quase 56% desde o início dos conflitos envolvendo o Irã no final de fevereiro.
  • O preço do barril do petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 95 no mercado internacional.
  • A restrição de fluxo no Estreito de Ormuz e a proibição russa de exportações de diesel limitam a oferta global.
  • Estoques de destilados na Costa Leste dos EUA atingiram a mínima histórica de 19,3 milhões de barris.
  • O crack spread do diesel atingiu o recorde intradiário de US$ 108,02 por barril.
  • O aumento dos custos logísticos gera pressão inflacionária em setores como transporte, agricultura e construção.
  • Grandes empresas de logística, como Amazon, UPS e FedEx, já implementaram sobretaxas devido ao combustível.
  • A escalada dos preços eleva a pressão política sobre o governo de Donald Trump antes das eleições de meio de mandato.

O preço médio do diesel no varejo dos Estados Unidos atingiu um novo recorde histórico de US$ 5,85 por galão na sexta-feira, 4 de setembro de 2026, segundo dados da American Automobile Association (AAA). O valor supera o pico anterior de US$ 5,82, registrado em junho de 2022, durante o período de instabilidade energética que se seguiu ao início da invasão da Ucrânia pela Rússia. A nova marca reflete uma escalada de quase 56% no custo do combustível desde o final de fevereiro, quando se intensificaram os conflitos envolvendo o Irã e a Rússia. A interrupção no fluxo de suprimentos pelo Estreito de Ormuz e a proibição russa de exportações de diesel, somadas a ataques de drones a refinarias, reduziram drasticamente a oferta global, elevando o preço do barril do Brent para patamares acima de US$ 95. A escassez é evidenciada pelos estoques de destilados na Costa Leste dos EUA, que caíram para o nível mínimo histórico de 19,3 milhões de barris. O impacto econômico é imediato e generalizado, com o encarecimento do transporte de cargas sendo repassado ao consumidor final, o que pressiona a inflação de alimentos e bens de consumo. Setores como a agricultura e a construção civil enfrentam dificuldades operacionais, enquanto empresas de logística, incluindo Amazon, UPS e FedEx, já adotaram sobretaxas para compensar a alta dos custos operacionais. O cenário de preços elevados coloca o governo de Donald Trump sob pressão política direta, especialmente com a proximidade das eleições de meio de mandato em novembro. Além das implicações domésticas, a persistência da alta nos combustíveis impõe desafios adicionais ao Federal Reserve, que deve avaliar os efeitos dessa inflação de custos em suas futuras decisões sobre a política de taxas de juros no país.

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