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EUA criam 162 mil vagas de emprego em agosto e superam expectativas

A economia americana registrou a criação de 162 mil postos de trabalho em agosto, superando as previsões de mercado, enquanto a taxa de desemprego manteve-se estável em 4,1%.

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Foto: Times Brasil
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04/09 às 08:46, atualizado 14:46

Pontos principais

  • O payroll não agrícola registrou a criação de 162 mil vagas em agosto de 2026.
  • O resultado superou significativamente as estimativas de mercado, que projetavam entre 56 mil e 65 mil novas vagas.
  • A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,1%, totalizando 7 milhões de desempregados.
  • O setor de serviços de alimentação e bares liderou as contratações, com 59 mil novos postos.
  • O setor público, via educação local, adicionou 42 mil vagas, enquanto a manufatura criou 16 mil.
  • O setor de informação apresentou queda, com o fechamento de 23 mil postos de trabalho.
  • O rendimento médio por hora subiu 0,3%, atingindo US$ 37,75, com alta de 3,1% em 12 meses.
  • Dados de junho e julho foram revisados para cima, somando 55 mil vagas adicionais ao histórico recente.
  • A jornada semanal média de trabalho aumentou 0,1 hora, alcançando 34,4 horas no período.

A economia dos Estados Unidos apresentou um desempenho robusto no mês de agosto de 2026, com a criação de 162 mil postos de trabalho fora do setor agrícola, conforme dados divulgados pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS). O número superou amplamente as expectativas de analistas, que projetavam um crescimento contido entre 56 mil e 65 mil vagas, e ficou acima da média mensal de 31 mil postos registrada nos 12 meses anteriores. A taxa de desemprego manteve-se estável em 4,1%, um indicador que reflete a resiliência do mercado de trabalho americano. Além dos números de agosto, o relatório trouxe revisões positivas para os meses de junho e julho, que somaram 55 mil vagas adicionais ao que havia sido reportado anteriormente.

O setor de serviços de alimentação e bares liderou o movimento de contratações, adicionando 59 mil postos, seguido pelo setor de educação do governo local, com 42 mil vagas, e pela manufatura, que contribuiu com 16 mil novas posições. Em contrapartida, o setor de informação registrou uma retração, perdendo 23 mil postos de trabalho no período. O rendimento médio por hora trabalhada no setor privado subiu 0,3%, atingindo US$ 37,75, o que representa um avanço de 3,1% na comparação anual, sinalizando uma pressão contínua sobre os salários.

A divulgação desses dados ocorre em um momento de atenção redobrada dos mercados financeiros e do Federal Reserve, que avalia os próximos passos para a política monetária do país. A força do mercado de trabalho, evidenciada pelo aumento da jornada semanal média para 34,4 horas, reforça as apostas de investidores sobre a trajetória das taxas de juros. O cenário de aquecimento econômico, embora positivo para a geração de empregos, mantém o debate sobre a inflação e a necessidade de ajustes na política de juros, em um contexto onde o presidente Donald Trump tem defendido publicamente a redução das taxas para estimular a atividade econômica. O relatório é visto por analistas como um fator de relevância política para a administração atual antes das eleições de meio de mandato.

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