Cosan negocia venda de 15% da Rumo para consórcio entre COFCO e Bunge
A Cosan avança em tratativas para vender fatia da Rumo a tradings, visando levantar capital, mas impasses sobre governança ainda travam o acordo.
Pontos principais
- A Cosan negocia a venda de 15% da Rumo para um consórcio formado pelas tradings COFCO e Bunge.
- O movimento faz parte da estratégia da Cosan de levantar R$ 10 bilhões com a venda de ativos até maio de 2027.
- Divergências sobre a governança da operadora ferroviária permanecem como o principal ponto de impasse nas negociações.
- O Grupo México, que também avaliava o ativo, desistiu da disputa, provocando queda de 4% nas ações da Rumo.
- A estrutura de poder final da Rumo ainda é discutida devido à exposição da Cosan via derivativos.
A Cosan está em negociações avançadas para vender uma fatia de 15% da Rumo, a maior operadora ferroviária do Brasil, para um consórcio composto pelas tradings COFCO e Bunge. A transação é estratégica para as empresas, que buscam garantir maior influência no escoamento de grãos pelo corredor da Malha Norte. Para a Cosan, a venda integra um plano de desinvestimento desenhado para levantar R$ 10 bilhões até maio de 2027, dos quais R$ 3,5 bilhões já foram alcançados. Apesar do avanço, o fechamento do negócio enfrenta desafios relacionados à governança da companhia e à estrutura de poder, que ainda é influenciada pela exposição econômica da Cosan por meio de derivativos. O cenário de incerteza foi acentuado pela recente desistência do Grupo México, que abandonou as tratativas após não chegar a um consenso sobre as condições impostas, gerando volatilidade nas ações da Rumo.
