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Cosan recebe propostas vinculantes para venda de fatia na Rumo

Holding avalia ofertas pela operadora ferroviária como parte de sua estratégia para reduzir o endividamento do grupo.

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Foto: InvestNews
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20/08 às 11:01 · atualizado 12:04

Pontos principais

  • A Cosan confirmou o recebimento de propostas vinculantes para a venda de parte de sua participação na Rumo.
  • A fatia de 20,3% detida pela holding na operadora ferroviária é avaliada em cerca de R$ 5,3 bilhões.
  • O processo de venda faz parte de um plano mais amplo da companhia para arrecadar R$ 10 bilhões em ativos.
  • Desde dezembro de 2025, a empresa já amortizou R$ 9 bilhões em dívidas por meio de follow-on e venda de ativos.
  • Tradings agrícolas como Cofco e Bunge, além do Grupo México, figuram entre os potenciais interessados no negócio.
  • A companhia ressaltou que, até o momento, nenhuma decisão definitiva foi tomada sobre a transação.
  • A agência S&P rebaixou a nota de crédito da Cosan para B+ em julho, citando riscos de desinvestimentos.

A Cosan informou ao mercado que está avaliando propostas vinculantes para a venda de parte de sua participação na Rumo, operadora de ferrovias de carga. A movimentação faz parte da estratégia de desalavancagem da holding, que busca arrecadar R$ 10 bilhões com a venda de ativos para fortalecer sua estrutura de capital. Embora o processo tenha ganhado tração, a companhia reforçou que ainda não há uma decisão tomada sobre a conclusão do negócio ou a escolha de um comprador específico.

O movimento de venda ocorre em um cenário de pressão sobre a nota de crédito da empresa. Em julho, a agência S&P rebaixou o rating da Cosan de BB- para B+, apontando preocupações com a diversificação do portfólio diante da alienação de ativos estratégicos. Desde o final de 2025, a holding já realizou operações de capitalização e vendas que somaram cerca de R$ 9 bilhões em amortizações de dívidas. O mercado monitora de perto as negociações, que contam com o interesse de players globais do setor de logística e commodities, como a Cofco, a Bunge e o Grupo México.

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