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Manifestações na Espanha pedem renúncia de Sánchez por crise em Ceuta

Milhares de pessoas protestaram em cidades espanholas contra a gestão do governo na crise migratória que afeta o território de Ceuta.

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Foto: G1 Mundo
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02/09 às 19:31 · atualizado 03/09 às 06:32

Pontos principais

  • Protestos foram convocados pela federação de municípios FEMP, liderada pelo Partido Popular.
  • Manifestantes exigiram a renúncia do primeiro-ministro Pedro Sánchez, acusando-o de negligência.
  • Cerca de 10 mil imigrantes permanecem em Ceuta após a entrada de 70 mil pessoas no último mês.
  • Sánchez negou ao parlamento que o governo tivesse alertas prévios sobre a crise migratória.
  • Confrontos entre manifestantes e polícia ocorreram em Madri, enquanto grupos de esquerda organizaram contraprotestos.

Milhares de manifestantes tomaram as ruas de cidades como Madri, Barcelona, Bilbao e Ceuta neste fim de semana para protestar contra a condução da crise migratória pelo governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez. Organizados pela federação de municípios FEMP, controlada pelo Partido Popular, os atos focaram na situação crítica em Ceuta, onde a entrada de 70 mil imigrantes no último mês gerou tensões sociais e logísticas. Com slogans como 'Make Ceuta Great Again', os participantes acusaram a gestão central de abandonar os residentes locais diante do fluxo migratório, que ainda mantém cerca de 10 mil pessoas na região.

Em resposta às pressões da oposição, Pedro Sánchez compareceu ao parlamento espanhol para rebater as críticas de inação. O premiê classificou como absurdas as alegações de que o governo teria ignorado alertas prévios sobre a situação na fronteira com o Marrocos. Enquanto o governo tenta conter a instabilidade política, o clima nas ruas permanece polarizado, com sindicatos e grupos de esquerda realizando contraprotestos que classificam as manifestações da oposição como atos de racismo e islamofobia. A crise coloca o governo de Sánchez sob forte pressão, testando a estabilidade de sua administração diante de um dos maiores desafios migratórios recentes no país.

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