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Paradas de sucesso da Austrália banem músicas criadas por IA

A ARIA proibiu faixas criadas majoritariamente ou totalmente por IA nas paradas australianas para preservar a autoria humana na música.

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Foto: NYTimes World
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24/08 às 22:31, atualizado 25/08 às 05:45

Pontos principais

  • A Australian Recording Industry Association (ARIA) atualizou suas diretrizes para excluir músicas feitas majoritariamente ou inteiramente por IA.
  • Para figurar nas paradas, as composições devem ser substancialmente criadas por artistas humanos.
  • A decisão foi motivada por casos recentes, incluindo um remix de Madonna e uma faixa que liderou as rádios em julho utilizando IA.
  • As novas regras de elegibilidade entram em vigor a partir desta sexta-feira.
  • O órgão máximo responsável pela gestão das paradas musicais na Austrália formalizou a restrição à inteligência artificial generativa.
  • Gravações com auxílio de IA só serão permitidas caso demonstrem contribuição humana substancial no processo criativo.

A Australian Recording Industry Association (ARIA) anunciou uma mudança significativa em suas diretrizes para as paradas de sucesso do país, proibindo a inclusão de músicas geradas majoritariamente ou inteiramente por inteligência artificial. A medida visa proteger a integridade da produção artística e garantir que o reconhecimento nas paradas seja reservado a obras com autoria humana substancial. A decisão busca estabelecer um limite claro entre a tecnologia e a criatividade humana, assegurando que o ranking reflita o esforço autoral de artistas e compositores.

A implementação das novas regras, que entram em vigor nesta sexta-feira, ocorre após uma série de episódios envolvendo o uso de ferramentas de IA na indústria musical local. Entre os casos que aceleraram a medida, destaca-se um remix de uma canção de Madonna que alcançou o topo das paradas e uma música que se tornou a mais tocada nas rádios australianas em julho. O órgão reforçou que gravações desenvolvidas com auxílio de IA generativa só serão elegíveis se forem consideradas, em última análise, substancialmente feitas por humanos. Com essa atualização, a ARIA reafirma seu compromisso em manter a autenticidade das paradas musicais diante do avanço das tecnologias de geração de conteúdo.

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