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Drone russo guiado por IA mata três civis em Zaporizhzhia

Um drone russo Molniya, guiado inteiramente por IA e sem elo de rádio, mirava botijões de propano num posto de Zaporizhzhia mas colidiu com o muro de um prédio residencial vizinho e matou três civis, no que é apontado como o primeiro ataque letal totalmente autônomo documentado na guerra.

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Foto: NYTimes World
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24/08 às 06:33, atualizado 15:32

Pontos principais

  • O drone Molniya mirava botijões de propano de um posto de combustível em Zaporizhzhia, mas colidiu com o muro de um prédio residencial vizinho e explodiu perto de civis abrigados ali, em 6 de julho.
  • Morreram a estudante de contabilidade Tetiana Bubynets, de 19 anos, ainda no hospital, e Oleksiy Svirin, 41, e Roman Karpiy, 48, que sucumbiram aos ferimentos depois.
  • O drone integrava uma onda de cerca de seis aeronaves sem qualquer antena ou sinal de rádio detectável, apenas preprogramadas para voar até a área do alvo.
  • Nos destroços, investigadores ucranianos recuperaram um microcomputador Nvidia Jetson Orin sem criptografia e com selo "Made in China", o que permitiu ler as imagens de navegação e o código de reconhecimento de alvos, treinado para identificar botijões de propano.
  • Segundo Kateryna Bondar, do Wadhwani AI Center do CSIS, é o primeiro caso documentado na guerra Rússia-Ucrânia de civis mortos por um sistema de mira totalmente autônomo.
  • "Em poucos anos estaremos vivendo um filme O Exterminador do Futuro. As máquinas estão decidindo atacar", disse o coronel Serhiy Minaiev, comandante da defesa aérea de Zaporizhzhia.
  • O especialista em drones Vadym Kushnikov, do Instituto de Aviação de Kharkiv, descreveu o sistema como "uma ferramenta pré-programada, treinada em realidade virtual para rastrear objetos específicos".
  • A Nvidia confirmou que a placa é um Jetson Orin genuíno, vendido a estudantes, desenvolvedores e startups, e disse que não comercializa o produto na Rússia mas que ele circula por revendedores; afirmou que agirá se identificar violação dos controles de exportação dos EUA.

Autoridades ucranianas confirmaram que um drone russo Molniya, guiado inteiramente por inteligência artificial e sem qualquer sinal de rádio ligando-o a um operador, matou três civis em Zaporizhzhia no dia 6 de julho: a estudante de contabilidade Tetiana Bubynets, de 19 anos, morta ainda no hospital, e Oleksiy Svirin, 41, e Roman Karpiy, 48, que morreram dos ferimentos depois. O aparelho fazia parte de uma onda de cerca de seis drones sem transmissão de rádio detectável e mirava os botijões de propano de um posto de combustível, mas colidiu com o muro de um prédio residencial vizinho e explodiu perto de pessoas que se abrigavam ali. Nos destroços, investigadores ucranianos recuperaram um microcomputador Nvidia Jetson Orin sem criptografia e com selo "Made in China", o que permitiu ler as imagens de navegação e o código de reconhecimento de alvos, treinado para identificar botijões de propano. Especialistas classificam o episódio como o primeiro caso documentado, na guerra Rússia-Ucrânia, de civis mortos por um sistema de mira totalmente autônomo. A Nvidia confirmou que a placa fotografada é um Jetson Orin genuíno — um produto de uso civil vendido a estudantes, desenvolvedores e startups — e reiterou que não vende diretamente à Rússia, embora o item circule amplamente em mercados de revenda; a empresa disse que agirá caso identifique violação de controles de exportação dos EUA. "Em poucos anos estaremos vivendo um filme O Exterminador do Futuro. Não é brincadeira: as máquinas estão decidindo atacar", disse o coronel Serhiy Minaiev, comandante da defesa aérea de Zaporizhzhia.

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