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ONS aciona plano emergencial para reduzir oferta de energia no sistema

O Operador Nacional do Sistema Elétrico determinou cortes temporários na geração de energia neste domingo para evitar sobrecarga na rede nacional.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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23/08 às 12:03, atualizado 17:31

Pontos principais

  • O ONS acionou o Plano de Gestão de Excedentes de Energia para equilibrar o Sistema Interligado Nacional.
  • A medida restringiu a geração de usinas Tipo 3, como PCHs, biomassa e fontes eólicas e solares de menor porte.
  • O corte ocorreu entre 11h e 13h30 deste domingo devido à baixa demanda no fim de semana.
  • Esta é a segunda vez em 2026 que o órgão recorre ao mecanismo de emergência para manter a estabilidade da rede.
  • A capacidade instalada de micro e minigeração distribuída no Brasil já ultrapassa 43 GW.
  • A Abradee solicitou critérios mais claros e detalhados para a execução desses cortes de energia.
  • O ONS trabalha no desenvolvimento de um sistema automático para gerir situações críticas de excesso de oferta.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou, pela segunda vez em 2026, um plano emergencial para reduzir a geração de energia no Sistema Interligado Nacional. A intervenção ocorreu neste domingo, entre 11h e 13h30, visando equilibrar a rede diante de um cenário de baixa demanda de consumo combinada com a alta oferta proveniente de fontes renováveis, especialmente a micro e minigeração distribuída, que já supera 43 GW de capacidade instalada no país. A medida restringiu temporariamente a operação de usinas classificadas como Tipo 3, incluindo pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), biomassa e parques eólicos e solares de menor porte.

A recorrência do procedimento, que também foi utilizado em junho deste ano, reflete os desafios operacionais impostos pela rápida expansão das fontes renováveis intermitentes. Enquanto o ONS busca desenvolver o Esquema Regional de Alívio de Geração — um sistema automático para gerir o desligamento de carga em momentos críticos —, o setor elétrico debate a necessidade de maior previsibilidade. A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) manifestou preocupação com o cenário, alertando para o risco de insegurança jurídica e defendendo a implementação de critérios técnicos mais transparentes para a execução dos cortes de geração.

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