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ONS aciona plano emergencial para conter excesso de energia no sistema

O ONS reduziu a geração em 1.000 MW para evitar instabilidades por excesso de oferta solar, reacendendo o debate sobre investimentos em baterias.

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Foto: InfoMoney
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08/06 às 09:33 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O ONS acionou um plano emergencial em 7 de junho de 2026 para reduzir em 1.000 MW a geração de energia devido ao excesso de oferta solar.
  • A medida, embora eficaz tecnicamente, gerou preocupações no setor sobre perdas de receita e a necessidade de critérios regulatórios mais claros.
  • Especialistas e associações do setor apontam que o corte é paliativo e defendem investimentos urgentes em sistemas de armazenamento por baterias.
  • O sistema elétrico brasileiro enfrenta o paradoxo de excedente diurno e risco de escassez nos picos de demanda noturnos.

O Operador Nacional do Sistema (ONS) acionou, no último domingo (7), um plano emergencial para conter o excesso de oferta no Sistema Interligado Nacional. A operação, que reduziu em 1.000 MW a geração de usinas, visou mitigar riscos de instabilidade causados pela alta injeção de energia solar em momentos de baixa demanda. Embora o mercado tenha avaliado a ação como uma solução técnica eficaz para o momento, o episódio evidenciou desafios estruturais significativos na infraestrutura do país.

O setor elétrico brasileiro vive um paradoxo, com excedente diurno e risco de escassez nos picos noturnos, o que tem gerado preocupações crescentes sobre a capacidade da rede. Especialistas defendem que, para evitar novos episódios de instabilidade, é urgente acelerar investimentos em tecnologias de armazenamento, como baterias, além de políticas para leilões de termelétricas. A situação reforça a necessidade de modernização regulatória pela Aneel para garantir a segurança energética diante da expansão da geração renovável.

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