Marabraz entra em recuperação judicial com dívida de R$ 140 milhões
Rede de varejo busca reestruturar dívidas de R$ 140,188 milhões após enfrentar restrições de crédito e conflitos societários na família Fares.
Pontos principais
- O pedido de recuperação judicial foi protocolado em 15 de agosto na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.
- A dívida total do grupo, que abrange cinco empresas, soma R$ 140,188 milhões.
- A crise de liquidez foi agravada por disputas familiares que reduziram a disponibilidade de imóveis usados como garantia bancária.
- A empresa afirma que as lojas seguem operando normalmente durante o processo de reorganização financeira.
- O cenário de juros elevados, com a Selic em 14%, dificultou a renovação de financiamentos e pressionou o fluxo de caixa da rede.
A rede de varejo Marabraz protocolou, no dia 15 de agosto, um pedido de recuperação judicial na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A medida visa a reestruturação de uma dívida de R$ 140,188 milhões, envolvendo cinco empresas do grupo. Segundo a companhia, o objetivo central do processo é reorganizar as finanças e preservar a continuidade das operações comerciais e a manutenção dos empregos, garantindo que as lojas permaneçam em funcionamento para o atendimento ao consumidor.
O agravamento da crise financeira da varejista foi impulsionado por uma combinação de fatores macroeconômicos e internos. A alta da taxa Selic, que atingiu 14%, encareceu o custo do crédito e dificultou a renovação de financiamentos. Paralelamente, a empresa enfrentou restrições severas de liquidez decorrentes de conflitos societários na holding familiar dos Fares. Essas disputas alteraram a estrutura patrimonial do grupo, reduzindo a disponibilidade de imóveis que serviam como garantias essenciais para a obtenção de limites bancários. O setor de varejo brasileiro tem enfrentado desafios semelhantes recentemente, com grandes players também buscando proteção judicial para lidar com o endividamento em um cenário de juros elevados e inflação persistente.
