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Grupo J&F formaliza ao Cade compra de 100% da Avibras

A holding dos irmãos Batista submeteu ao órgão regulador a aquisição da fabricante de sistemas de defesa, visando expandir sua atuação nos setores aeroespacial e de defesa nacional.

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Foto: G1 - Economia
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22/08 às 10:01 · atualizado 16:01

Pontos principais

  • O Grupo J&F formalizou a compra de 100% das ações da Nova AVB, controladora da Avibras.
  • A operação depende da aprovação do Cade e de outras etapas contratuais para ser concluída.
  • A Avibras esteve em recuperação judicial desde 2022, com dívidas que somavam R$ 394,8 milhões.
  • A empresa retomou suas atividades em maio de 2026 após o fim de uma greve de 1.280 dias.
  • Joesley Batista realizou um aporte prévio de R$ 300 milhões para viabilizar a reestruturação da companhia.
  • A Avibras é reconhecida historicamente pelo desenvolvimento do Sistema Astros e sua atuação no Programa Espacial Brasileiro.
  • O negócio é visto pela J&F como uma oportunidade estratégica para ingressar no mercado de defesa nacional.

O Grupo J&F, holding controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, submeteu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a proposta para a aquisição da totalidade das ações da Nova AVB, controladora da Avibras. A fabricante de sistemas de defesa, fundada em 1961, atravessou um período crítico de crise financeira, mantendo-se em recuperação judicial desde março de 2022 e com suas operações paralisadas por mais de três anos devido a uma greve prolongada. A retomada das atividades ocorreu apenas em maio de 2026, após um acordo para o pagamento de dívidas trabalhistas que totalizavam R$ 230 milhões.

A transação, que ainda aguarda o crivo dos órgãos reguladores, marca o ingresso do grupo empresarial nos setores de defesa e aeroespacial. Antes da formalização da compra, Joesley Batista já havia injetado R$ 300 milhões na companhia como parte de um plano de reestruturação conduzido pelo Fundo Brasil Crédito, principal credor da empresa. A Avibras, que já foi alvo de interesse de companhias estrangeiras como a australiana DefendTex e a chinesa Norinco, é considerada um ativo estratégico para a soberania nacional, tendo recebido atenção do governo federal quanto à necessidade de investimentos para fortalecer a indústria bélica brasileira.

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