Centaurus inicia arbitragem contra Latache para barrar OPA da Oncoclínicas
O fundo Josephina 3, da Centaurus, busca via arbitragem na B3 impedir oferta de R$ 6 bilhões da Oncoclínicas antes de julgamento da CVM.
Pontos principais
- O fundo Josephina 3, gerido pela Centaurus Capital, protocolou pedido de arbitragem contra a Latache na câmara da B3.
- A ação visa impedir a realização de uma oferta pública de ações da Oncoclínicas avaliada em mais de R$ 6 bilhões.
- O colegiado da CVM julgará em 25 de agosto se a companhia deve realizar a OPA, em meio a divergências sobre o estatuto social.
- A disputa jurídica foca na interpretação de cláusulas sobre participações acionárias superiores a 15%.
A gestora Centaurus Capital, por meio do fundo Josephina 3, intensificou a disputa societária na Oncoclínicas ao protocolar um pedido de arbitragem na B3 contra a Latache. O objetivo da medida é impedir a realização de uma oferta pública de ações avaliada em mais de R$ 6 bilhões. O movimento ocorre às vésperas do julgamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), marcado para o dia 25 de agosto, que definirá a obrigatoriedade de uma OPA para o fechamento de capital da empresa. A controvérsia central reside na interpretação do estatuto social da companhia, que prevê a oferta caso acionistas ultrapassem 15% de participação. Embora a área técnica da CVM tenha sinalizado anteriormente contra a obrigatoriedade, a ação da Centaurus busca uma decisão favorável na esfera arbitral para barrar a operação, tornando o desfecho do colegiado um marco decisivo para a governança e o futuro financeiro da Oncoclínicas.
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