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Oncoclínicas vende fatia em empresa saudita por R$ 33,3 milhões

A companhia alienou sua participação de 27,49% na Specialized Medical Treatment para financiar a compra de medicamentos em meio à reestruturação financeira.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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20/08 às 20:33 · atualizado 21/08 às 07:02

Pontos principais

  • A Oncoclínicas vendeu a totalidade de sua participação de 27,49% na joint venture Specialized Medical Treatment Company.
  • O comprador foi a Advanced Drug Company for Pharmaceuticals, em transação avaliada em US$ 6,55 milhões (cerca de R$ 33,3 milhões).
  • O pagamento do montante foi realizado em duas parcelas durante o mês de agosto.
  • Os recursos obtidos serão destinados exclusivamente à aquisição de medicamentos, conforme previsto no plano de recuperação extrajudicial da empresa.
  • A Oncoclínicas busca a homologação judicial de seu plano de reestruturação em São Paulo para renegociar dívidas que somam R$ 5,1 bilhões.
  • No segundo trimestre de 2026, a companhia reportou um prejuízo de R$ 475,7 milhões, representando um aumento de 235% na comparação anual.

A Oncoclínicas concluiu a venda de sua fatia de 27,49% na Specialized Medical Treatment Company, sediada na Arábia Saudita, para a Advanced Drug Company for Pharmaceuticals. A operação movimentou US$ 6,55 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 33,3 milhões, com o pagamento efetuado em duas parcelas ao longo de agosto. Segundo a companhia, o capital será integralmente direcionado para a compra de medicamentos, uma medida estratégica dentro de seu plano de reestruturação financeira.

O movimento ocorre em um momento de desafio operacional para a rede de oncologia, que atualmente atravessa um processo de recuperação extrajudicial. Com dívidas estimadas em R$ 5,1 bilhões, a empresa busca a homologação do plano na Justiça de São Paulo para estabilizar suas finanças. O cenário de pressão é evidenciado pelos resultados do segundo trimestre de 2026, quando a Oncoclínicas registrou um prejuízo de R$ 475,7 milhões, uma alta de 235% em relação ao mesmo período do ano anterior. A desmobilização de ativos internacionais faz parte dos esforços da gestão para priorizar o fluxo de caixa e a manutenção de suas operações essenciais no Brasil.

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