Oncoclínicas entra com recuperação extrajudicial para renegociar R$ 5,1 bi
A rede de oncologia busca reestruturar dívidas de R$ 5,1 bilhões por meio de um plano que inclui conversão de débitos em ações e alongamento de prazos.
Pontos principais
- A Oncoclínicas protocolou pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar um passivo de R$ 5,1 bilhões.
- O plano conta com a adesão inicial de 37% dos credores, sendo necessário atingir 50% mais um em 90 dias.
- As medidas de reestruturação incluem injeção de capital, conversão de dívidas em ações e extensão de prazos.
- A companhia rescindiu contratos de locação em São Paulo e Goiânia, cujas multas foram incluídas no plano.
- A empresa solicitou judicialmente que operadoras de planos de saúde mantenham os atendimentos à rede.
- A Oncoclínicas assegurou que as operações clínicas em mais de 30 cidades brasileiras seguem sem interrupções.
- O movimento ocorre após o encerramento de negociações para uma parceria estratégica com a Porto Seguro e o Fleury.
A Oncoclínicas, uma das principais redes de tratamento oncológico do país, protocolou um pedido de recuperação extrajudicial com o objetivo de renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras. A medida, aprovada por unanimidade pelo conselho de administração da companhia, busca equacionar a estrutura de capital da empresa diante do volume de passivos acumulados, que inclui créditos intercompany e multas rescisórias decorrentes do encerramento de contratos de aluguel em São Paulo e Goiânia. O processo conta, inicialmente, com a adesão de credores que representam 37% dos créditos abrangidos pelo plano, sendo necessário alcançar a marca de 50% mais um dos votos em um prazo de 90 dias para a homologação judicial.
O plano de reestruturação desenhado pela companhia prevê alternativas como a capitalização, a conversão de parte dos débitos em ações e o alongamento dos prazos de pagamento. A iniciativa surge em um momento de ajuste financeiro, após o fracasso das tratativas para a criação de uma nova empresa de oncologia em parceria com a Porto Seguro e o Fleury. Para garantir a continuidade dos negócios, a empresa solicitou à Justiça que operadoras de planos de saúde se abstenham de suspender atendimentos ou descredenciar unidades da rede durante o período de renegociação.
Apesar da complexidade do processo, a administração da Oncoclínicas reforçou que as operações correntes e o atendimento aos pacientes em mais de 30 cidades brasileiras permanecem funcionando normalmente. A empresa mantém o compromisso com fornecedores e clientes, buscando minimizar os impactos operacionais enquanto negocia descontos que, segundo informações de mercado, podem chegar a 50% em determinadas fatias da dívida. A expectativa é que a reestruturação viabilize um novo aporte de capital, essencial para a sustentabilidade financeira da rede a longo prazo.
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