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Investidores pedem monitor independente em recuperação da Apex Partners

Grupo de 26 investidores solicita à Justiça maior transparência e fiscalização rigorosa no processo de recuperação judicial do grupo Apex Partners.

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Foto: Pipeline Valor
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19/08 às 13:15, atualizado 21:32

Pontos principais

  • Investidores com R$ 15 milhões expostos buscam a nomeação de um monitor judicial independente.
  • O pedido inclui a criação de uma comissão de acompanhamento para fiscalizar operações financeiras acima de R$ 1 milhão.
  • A solicitação visa garantir a preservação de documentos corporativos, como e-mails e contratos, durante o processo.
  • A administradora judicial Laspro aponta falta de documentos essenciais em 123 das 178 sociedades do grupo.
  • O grupo Apex Partners declarou uma dívida bruta de R$ 986 milhões ao solicitar proteção judicial em agosto.

Um grupo de 26 investidores apresentou um pedido à Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória solicitando medidas de maior transparência no processo de proteção judicial do grupo Apex Partners. Com uma exposição financeira estimada em R$ 15 milhões, os requerentes buscam a nomeação de um monitor independente e a criação de uma comissão de acompanhamento para fiscalizar as operações da companhia, que envolve cerca de 2,5 mil pessoas e um endividamento declarado de aproximadamente R$ 986 milhões. A proposta dos investidores inclui o monitoramento rigoroso de transações financeiras superiores a R$ 1 milhão e a preservação de documentos estratégicos, como contratos e comunicações internas, visando assegurar a integridade do processo. O movimento ocorre em um momento de instabilidade para o grupo, que enfrenta dificuldades para avançar com sua recuperação judicial. A administradora judicial Laspro informou ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo que a Apex Partners falhou em fornecer documentação essencial, incluindo dados sobre ativos, passivos e a estrutura societária de 123 das 178 empresas que compõem o grupo. Além da ausência de informações, a empresa descumpriu ordens judiciais e cancelou uma visita técnica agendada, o que tem gerado preocupação entre os credores sobre a transparência e a viabilidade do plano de reestruturação.

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