Apex Partners busca proteção judicial para dívidas de R$ 985 milhões
Grupo recorre à Justiça para suspender cobranças enquanto prepara pedido de recuperação judicial após detectar inconsistências financeiras.
Pontos principais
- A empresa protocolou medida cautelar na Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória para suspender a exigibilidade de dívidas.
- O passivo total do grupo é estimado em R$ 985,6 milhões, valor que mais que dobrou nos últimos 18 meses.
- O fundador Fernando Cinelli e o diretor financeiro Eduardo Siqueira foram afastados após auditoria interna identificar irregularidades.
- A companhia tem um prazo de 30 dias para apresentar o pedido formal de recuperação judicial sob pena de perda da eficácia da liminar.
- O BTG Pactual rompeu o contrato de distribuição com a plataforma e suspendeu saques de fundos vinculados ao grupo.
O Grupo Apex Partners recorreu à Justiça para solicitar uma medida cautelar que suspenda temporariamente a cobrança de suas dívidas, estimadas em R$ 985,6 milhões. O movimento ocorre em um momento de crise administrativa, deflagrado um dia após o afastamento do fundador Fernando Cinelli e do diretor financeiro Eduardo Siqueira. A decisão de afastar os executivos foi tomada após uma auditoria interna revelar inconsistências financeiras e gestão temerária, motivadas em parte por prejuízos em investimentos na CVC. A empresa busca agora um fôlego financeiro para estruturar um pedido formal de recuperação judicial, que deve ser apresentado ao tribunal em até 30 dias. A medida cautelar visa evitar o vencimento antecipado de dívidas e conter a pressão causada pela concentração de pedidos de resgate por parte dos clientes. Especialistas jurídicos alertam que, embora a empresa busque proteção, os cotistas dos fundos podem buscar reparação judicial imediata, independentemente da conclusão da auditoria interna, uma vez que a lesão ao patrimônio autoriza ações legais baseadas em possíveis crimes de gestão fraudulenta. O cenário de incerteza levou o BTG Pactual a romper seu contrato de distribuição com a gestora e suspender saques de fundos vinculados, enquanto o governo do Espírito Santo confirmou que não possui recursos públicos expostos à companhia.
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