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Exército de Israel abre investigação criminal sobre morte de Hind Rajab

Forças de Defesa de Israel iniciaram inquérito sobre o ataque que matou a menina palestina de cinco anos e seis familiares em Gaza em 2024.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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19/08 às 09:45 · atualizado 20/08 às 07:56

Pontos principais

  • O exército israelense admitiu que soldados dispararam contra o veículo onde a criança estava.
  • Hind Rajab, de cinco anos, morreu em 2024 após passar horas ao telefone pedindo socorro.
  • O incidente resultou na morte da menina e de seis membros de sua família na Cidade de Gaza.
  • A investigação criminal também abrange a morte de 15 socorristas e trabalhadores humanitários.
  • O processo será conduzido pela polícia militar israelense após uma revisão interna de vários anos.
  • Críticos internacionais questionam a eficácia do processo, classificando-o como uma possível farsa.
  • Investigações militares internas em Israel raramente resultam em condenações formais de soldados.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram a abertura de uma investigação criminal para apurar as circunstâncias da morte da menina palestina Hind Rajab, ocorrida em 2024, na Cidade de Gaza. O caso, que gerou forte comoção internacional, envolveu o disparo de tropas israelenses contra um veículo que transportava a criança de cinco anos e seis de seus familiares. Após o ataque, Hind chegou a manter contato telefônico com paramédicos por horas, implorando por ajuda, antes de ser encontrada sem vida dias depois. O exército israelense confirmou oficialmente que seus soldados abriram fogo contra o carro, motivando a instauração do inquérito.

Além do caso de Hind Rajab, a medida abrange a investigação sobre a morte de 15 socorristas e trabalhadores humanitários, ocorrida em março de 2025. A condução dos processos foi transferida para a polícia militar, que revisa incidentes de combate que resultaram em baixas civis significativas. A decisão ocorre após anos de pressão internacional e revisões internas sobre a conduta das tropas no conflito em Gaza, marcando uma movimentação rara dentro da estrutura jurídica militar de Israel.

Apesar do anúncio, a iniciativa enfrenta ceticismo de observadores e grupos de direitos humanos. Críticos classificaram o processo como uma possível farsa, argumentando que investigações internas conduzidas pelas próprias autoridades militares raramente resultam em condenações ou responsabilização efetiva dos envolvidos. O caso de Hind Rajab tornou-se um dos símbolos mais notórios das mortes de civis durante o conflito, elevando a pressão sobre o governo israelense para que demonstre transparência e rigor na apuração de violações cometidas em zonas de combate.

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