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Lucro da Xiaomi cai 42,6% no segundo trimestre de 2026

A fabricante chinesa registrou lucro líquido ajustado de US$ 923 milhões, impactada pela menor demanda por smartphones e custos de componentes.

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18/08 às 08:05, atualizado 11:34

Pontos principais

  • O lucro líquido ajustado da Xiaomi atingiu 6,22 bilhões de yuans, uma retração de 42,6% em relação ao mesmo período de 2025.
  • A receita trimestral da companhia recuou 6,1%, totalizando 108,9 bilhões de yuans.
  • As vendas de smartphones somaram 31,2 milhões de unidades, uma queda de 26% no volume comercializado.
  • A empresa alcançou o maior valor médio de venda de celulares de sua história, impulsionada por ajustes de preços.
  • A gestão da Xiaomi projeta uma desaceleração na alta dos custos de memórias para o segundo semestre.

A Xiaomi reportou resultados financeiros pressionados no segundo trimestre de 2026, com o lucro líquido ajustado atingindo US$ 923,05 milhões, o que representa uma queda de 42,6% na comparação anual. O desempenho foi reflexo de um cenário desafiador para o setor de tecnologia, marcado por uma demanda global enfraquecida por dispositivos móveis e pela escassez persistente de chips de memória, que elevou os custos de produção ao longo dos últimos meses.

Apesar da retração no volume de vendas, que caiu 26% com a entrega de 31,2 milhões de unidades, a companhia conseguiu registrar o maior valor médio de venda de smartphones em sua história, estratégia utilizada para mitigar a pressão nas margens. O presidente da Xiaomi, William Lu, indicou que a pior fase da crise de componentes de memória pode ter passado, com sinais de desaceleração nos preços para o restante do ano. Para retomar o crescimento, a empresa aposta agora na diversificação de seu portfólio, com foco estratégico na expansão de suas divisões de carros elétricos e soluções de inteligência artificial.

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