Ex-ministro da Defesa da Ucrânia pede eleições durante a guerra
Mikhailo Fedorov, ex-ministro demitido por Zelenski, critica a gestão atual e defende a realização de eleições presidenciais mesmo sob a lei marcial.
Pontos principais
- Mikhailo Fedorov, ex-ministro da Defesa, iniciou um movimento de oposição contra o presidente Volodymyr Zelenski.
- O ex-ministro denunciou a existência de uma crise sistêmica de governança e casos de corrupção na atual administração.
- Fedorov defende a retomada do processo democrático e a realização de eleições presidenciais imediatas.
- A Ucrânia vive sob lei marcial desde fevereiro de 2022, o que suspende legalmente a realização de pleitos eleitorais.
- Fedorov foi demitido do cargo em julho após divergências internas sobre a condução do conflito contra a Rússia.
- Pesquisas de opinião apontam que o ex-ministro seria um adversário competitivo em um eventual segundo turno contra Zelenski.
- O governo ucraniano justifica a suspensão das eleições pela impossibilidade de garantir o voto em áreas ocupadas e riscos de segurança.
O ex-ministro da Defesa da Ucrânia, Mikhailo Fedorov, lançou um desafio político direto ao presidente Volodymyr Zelenski ao exigir a realização de eleições presidenciais no país. Em declarações recentes, Fedorov criticou duramente a gestão atual, apontando o que descreveu como uma crise sistêmica de governança e episódios de corrupção durante o esforço de guerra. O ex-ministro, que foi demitido do cargo em julho após desentendimentos sobre a estratégia militar, argumenta que a Ucrânia deve encontrar mecanismos legais para restaurar o processo democrático, mesmo enquanto enfrenta a invasão russa.
A proposta de Fedorov coloca em evidência a tensão política interna em Kiev. Atualmente, a lei marcial vigente no país proíbe a realização de eleições, uma medida que Zelenski tem defendido como necessária devido aos riscos de segurança e à impossibilidade técnica de organizar votações em territórios ocupados. Enquanto o governo mantém a posição de que a estabilidade institucional é prioridade, o debate sobre a legitimidade democrática em tempos de guerra ganha espaço, com o movimento de Fedorov ganhando tração entre setores críticos à administração e analistas que o veem como um potencial adversário eleitoral.
