Marabraz pede recuperação judicial com dívida de R$ 140 milhões
A rede varejista protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo para reestruturar passivo de R$ 140 milhões e manter operações.
Pontos principais
- O pedido de recuperação judicial abrange cinco sociedades do grupo Marabraz.
- A dívida total declarada pela companhia soma R$ 140,2 milhões.
- A crise de liquidez foi agravada por disputas familiares que afetaram o acesso a garantias de crédito.
- Imóveis da holding LP Administradora de Bens, que serviam de lastro para empréstimos, tornaram-se objeto de conflito societário.
- A empresa afirma que manterá as atividades operacionais e o compromisso com a preservação de empregos.
- O processo tramita na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.
- A documentação contábil completa será apresentada em até 30 dias devido a falhas técnicas no sistema de registro da rede.
A rede de móveis e eletrodomésticos Marabraz protocolou um pedido de recuperação judicial na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A medida visa reestruturar um passivo de aproximadamente R$ 140,2 milhões, em um momento em que a companhia enfrenta dificuldades severas de acesso a crédito e uma crise de liquidez. O grupo informou que, apesar do processo, as lojas continuarão operando normalmente, com foco na manutenção das atividades e dos postos de trabalho.
O cenário de instabilidade financeira foi intensificado por um conflito familiar que envolve os patriarcas da família Fares e seus herdeiros pelo controle da holding LP Administradora de Bens. Esta holding, que concentra um patrimônio imobiliário estimado em R$ 5 bilhões, era utilizada como lastro para as linhas de crédito da rede. Uma decisão judicial proferida em 2025 garantiu a posse da holding aos herdeiros, o que impediu que os patriarcas utilizassem os imóveis como garantia bancária, restringindo o fluxo de caixa da varejista.
Além das disputas societárias, a empresa aponta que o cenário macroeconômico de juros elevados e a retração no consumo impactaram o desempenho do setor varejista. A companhia também lida com um volume expressivo de reclamações trabalhistas. Devido a problemas técnicos no sistema de registro de dados financeiros, a rede solicitou um prazo de até 30 dias para apresentar a documentação contábil oficial ao juízo. O grupo busca agora, por meio da proteção judicial, evitar ações de despejo e cobranças imediatas enquanto negocia um novo plano de pagamento com seus credores.
Cobertura da mídia
A disputa familiar que colocou a Marabraz em recuperação judicial
InvestNews • 16 ago, 22:19
Marabraz diz que manterá operação, empregos e que recuperação judicial servirá para reestruturar empresa
Times Brasil • 16 ago, 19:32
Marabraz pede recuperação judicial com dívidas de R$ 140 milhões
Folha de São Paulo - Mercado • 16 ago, 19:07
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