Grupo Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial
A varejista busca reestruturar dívidas após acumular prejuízo superior a R$ 10 bilhões no segundo trimestre de 2026.
Pontos principais
- O pedido de recuperação judicial engloba a holding e subsidiárias como Cnova e Bartira.
- A medida visa o alongamento de dívidas financeiras e operacionais para aliviar o capital de giro.
- A empresa cita juros elevados e restrição de crédito como principais motivos para a crise financeira.
- O Grupo Casas Bahia assegurou que todas as operações e canais de venda seguirão funcionando normalmente.
- Uma Assembleia Geral Extraordinária será convocada para que os acionistas ratifiquem a decisão do Conselho.
O Grupo Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, formalizando uma tentativa de reestruturar suas finanças diante de um cenário de grave deterioração econômica. A decisão, aprovada pelo Conselho de Administração, ocorre após a companhia reportar um prejuízo superior a R$ 10 bilhões no segundo trimestre de 2026. A varejista aponta que a combinação de juros elevados, restrições no acesso ao crédito e a pressão contínua sobre o capital de giro tornou a medida necessária para garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo. Apesar da crise, a administração do grupo reforçou que as atividades comerciais e os canais de venda permanecerão operando sem interrupções durante o processo de reestruturação. O próximo passo será a ratificação do pedido pelos acionistas em uma Assembleia Geral Extraordinária, que definirá os próximos movimentos da empresa no mercado.
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