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MRV&Co registra prejuízo de R$ 626,3 milhões no 2º trimestre de 2026

O resultado negativo foi impulsionado por baixas contábeis na subsidiária americana Resia, embora a operação brasileira tenha apresentado lucro líquido ajustado.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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13/08 às 05:45, atualizado 11:04

Pontos principais

  • O prejuízo líquido consolidado de R$ 626,3 milhões representa uma queda de 22,7% na comparação anual.
  • O resultado foi impactado por um impairment de US$ 110 milhões relacionado ao fechamento da Resia nos EUA.
  • A companhia reportou um lucro líquido ajustado de R$ 73,8 milhões no período.
  • A receita líquida consolidada atingiu R$ 2,99 bilhões, um crescimento de 10,7% em relação ao ano anterior.
  • A margem bruta da operação brasileira alcançou 31,2%, o maior patamar dos últimos sete anos.
  • A dívida líquida atual é de R$ 5,9 bilhões, com projeção de queda para R$ 4,6 bilhões após a venda de ativos da Resia.
  • As ações da construtora reagiram positivamente ao balanço, com alta superior a 10% após a divulgação.

A MRV&Co divulgou seu balanço financeiro referente ao segundo trimestre de 2026, reportando um prejuízo líquido consolidado de R$ 626,3 milhões. O desempenho foi fortemente pressionado pela decisão estratégica de descontinuar as operações da Resia, subsidiária da empresa nos Estados Unidos. O reconhecimento de baixas contábeis (impairment) no valor de US$ 110 milhões foi o principal fator para o resultado negativo, que, contudo, ainda se mostrou 22,7% menor do que o prejuízo registrado no mesmo período de 2025. Apesar do impacto contábil, a companhia destacou um lucro líquido ajustado de R$ 73,8 milhões, evidenciando a resiliência de suas operações domésticas. A receita líquida consolidada cresceu 10,7% na comparação anual, totalizando R$ 2,99 bilhões, impulsionada pelo forte desempenho operacional no Brasil, onde a margem bruta atingiu 31,2%, o maior nível em sete anos. O mercado financeiro reagiu com otimismo ao relatório, com as ações da construtora registrando valorização superior a 10% logo após a divulgação. Analistas apontam que a venda dos ativos da Resia, que já estão sendo comercializados, é um passo fundamental para o processo de desalavancagem da companhia, com a expectativa de que a dívida líquida consolidada reduza de R$ 5,9 bilhões para R$ 4,6 bilhões nos próximos trimestres.

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