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Ibovespa perde R$ 279 bilhões em valor de mercado após oito quedas seguidas

O índice recuou para 167 mil pontos pressionado pela saída de R$ 12 bilhões de capital estrangeiro e incertezas sobre o cenário fiscal e eleitoral.

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Foto: Times Brasil
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13/08 às 11:15 · atualizado 21:32

Pontos principais

  • O Ibovespa acumulou uma perda de R$ 279 bilhões em valor de mercado em sete pregões consecutivos.
  • Investidores estrangeiros retiraram R$ 11,93 bilhões da B3 nos primeiros sete pregões de agosto.
  • O índice encerrou o pregão aos 167.100 pontos, atingindo o menor patamar desde janeiro de 2026.
  • O setor bancário foi o mais impactado, com uma redução de R$ 100,1 bilhões em valor de mercado.
  • O banco JPMorgan rebaixou a recomendação para o mercado brasileiro de 'overweight' para 'neutra'.
  • A desvalorização é atribuída à combinação de juros altos nos EUA, taxa Selic elevada e incertezas políticas.
  • A saída de capital estrangeiro em um único dia, em 11 de agosto, atingiu R$ 4,7 bilhões, a maior desde abril de 2021.

O mercado financeiro brasileiro atravessa um período de forte instabilidade, com o Ibovespa registrando sua oitava queda consecutiva. A desvalorização acumulada resultou em uma perda de R$ 279 bilhões em valor de mercado, montante equivalente ao tamanho da mineradora Vale. O movimento é impulsionado por uma intensa fuga de capital estrangeiro, que retirou quase R$ 12 bilhões da B3 apenas nos primeiros sete pregões de agosto, sinalizando uma mudança na percepção de risco dos investidores internacionais diante do cenário doméstico. A pressão vendedora afetou diversos setores, com destaque para o segmento bancário, que sozinho viu R$ 100,1 bilhões evaporarem de seu valor de mercado.

Analistas apontam que a reprecificação dos ativos brasileiros é reflexo de uma combinação de fatores macroeconômicos e políticos. Além da cautela com o processo eleitoral de outubro, o mercado lida com os efeitos da taxa Selic elevada, que mantém a renda fixa como um competidor direto pela preferência dos investidores domésticos, e o cenário de juros altos nos Estados Unidos. O rebaixamento da recomendação do Brasil pelo JPMorgan para 'neutra' reforçou o sentimento de cautela, citando desafios fiscais e a volatilidade política como entraves para o crescimento. Enquanto a Petrobras apresentou desempenho positivo em sessões recentes, a concentração do índice em bancos e commodities tem limitado a atratividade da bolsa brasileira frente a outros mercados globais.

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