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Falha em pá de motor causou quebra de janela em voo da Ryanair

Relatório preliminar aponta que falha em pá de turbina causou descompressão e risco a passageiro em voo da Ryanair que retornou a Tessalônica em julho.

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Foto: NYTimes World
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13/08 às 19:15 · atualizado 14/08 às 07:15

Pontos principais

  • Investigadores americanos identificaram que a quebra de uma pá do ventilador do motor direito causou o incidente.
  • A falha mecânica gerou vibrações intensas, resultando na quebra da janela e descompressão súbita da cabine.
  • O passageiro Ljubisa Karović foi parcialmente sugado para fora da aeronave, sendo resgatado por sua esposa e outros passageiros.
  • O voo, operado pela Malta Air entre Tessalônica e Memmingen, declarou emergência e realizou um pouso seguro na Grécia.
  • Relatórios preliminares indicam a presença de restos biológicos de aves no motor, sugerindo impacto externo como causa da falha.
  • O motor havia passado por inspeções ultrassônicas em maio, sem que falhas fossem detectadas anteriormente.
  • O NTSB lidera a investigação internacional, que conta com a participação da Boeing e agências de aviação da União Europeia e dos EUA.

Um relatório preliminar conduzido por investigadores americanos, incluindo o National Transportation Safety Board (NTSB), revelou que a falha catastrófica de uma pá do ventilador do motor foi a causa direta da quebra de uma janela em um voo da Ryanair. O incidente ocorreu em 10 de julho, durante uma rota entre Tessalônica e Memmingen, operada pela Malta Air. A falha mecânica, que gerou vibrações intensas, resultou em uma descompressão súbita da cabine, momento em que o passageiro Ljubisa Karović foi parcialmente sugado para fora da aeronave, sendo resgatado por sua esposa e outros passageiros a bordo. A tripulação declarou emergência após ouvir um estrondo e notar a descompressão, conseguindo realizar um pouso seguro em Tessalônica.

De acordo com os dados técnicos, a falha foi agravada pelo impacto de detritos, com evidências biológicas de aves encontradas no motor danificado. Apesar de o componente ter passado por inspeções ultrassônicas em maio, nenhuma falha foi detectada na ocasião. O NTSB lidera a investigação internacional, que conta com a colaboração da Boeing e de agências de aviação da União Europeia e dos EUA para determinar as circunstâncias exatas do evento. A Ryanair colabora com as autoridades para esclarecer os procedimentos de segurança, enquanto o caso é tratado como um incidente grave de aviação, destacando a vulnerabilidade estrutural de aeronaves diante de falhas em componentes críticos do motor.

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