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Descoberta de estrela de buraco negro explica mistério dos pontos vermelhos

O objeto MoM-BH*-1, identificado pelo James Webb, esclarece a natureza dos misteriosos pontos vermelhos observados no universo primitivo.

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Foto: space-com
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12/08 às 12:32, atualizado 16:45

Pontos principais

  • O objeto MoM-BH*-1 foi detectado na constelação de Cetus, formado 660 milhões de anos após o Big Bang.
  • A descoberta indica que os 'pequenos pontos vermelhos' são buracos negros supermassivos em crescimento envoltos por gás.
  • O corpo celeste irradia energia como uma estrela devido às camadas de gás, servindo como possível semente para buracos negros supermassivos.
  • Modelagens preveem que o objeto colidirá com uma galáxia próxima em 100 milhões de anos, formando um quasar.
  • O estudo, publicado na revista Nature, auxilia na compreensão do rápido crescimento de buracos negros após o Big Bang.

Pesquisadores identificaram o objeto MoM-BH*-1, a estrela de buraco negro mais distante já registrada, utilizando o Telescópio Espacial James Webb. Localizado na constelação de Cetus e formado 660 milhões de anos após o Big Bang, o objeto é fundamental para solucionar o mistério dos 'pequenos pontos vermelhos'. Segundo o estudo publicado na revista Nature, esses pontos são buracos negros supermassivos em estágio inicial, protegidos por densas nuvens de gás que fazem o objeto irradiar energia de forma semelhante a uma estrela. Por estar fora de uma galáxia hospedeira, o MoM-BH*-1 permite uma análise precisa de sua emissão, oferecendo evidências sobre como buracos negros atingiram tamanhos colossais no início do universo. Cientistas acreditam que esses objetos podem ser as sementes dos buracos negros atuais e estimam que, em 100 milhões de anos, o corpo colidirá com uma galáxia vizinha, consolidando-se como um quasar.

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