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Estudo revela que 'pequenos pontos vermelhos' são galáxias em evolução

Pesquisadores identificaram que objetos observados pelo James Webb representam um estágio inicial de galáxias com buracos negros supermassivos.

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Foto: space-com
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07/08 às 15:33

Pontos principais

  • Os 'pequenos pontos vermelhos' foram detectados pelo Telescópio James Webb logo após o início de suas operações em 2022.
  • Pesquisa publicada no The Astrophysical Journal sugere que esses objetos são uma fase evolutiva de galáxias, e não uma população única.
  • A galáxia WISEA J123635.56+621424.2, apelidada de 'Saguaro', foi identificada como um possível descendente desses pontos.
  • A detecção de raios-X fracos na Saguaro reforça a hipótese de que esses objetos abrigam buracos negros supermassivos obscurecidos.

Uma nova pesquisa publicada em 29 de julho no periódico The Astrophysical Journal trouxe luz sobre os misteriosos 'pequenos pontos vermelhos' detectados pelo Telescópio James Webb desde 2022. O estudo indica que esses objetos não constituem uma classe isolada de fenômenos espaciais, mas representam um estágio crítico no desenvolvimento de galáxias que contêm buracos negros supermassivos em seu núcleo. A análise focou na galáxia WISEA J123635.56+621424.2, conhecida como 'Saguaro', que, segundo simulações, apresentaria a mesma aparência dos pontos vermelhos se observada a distâncias maiores. A descoberta é fundamental para a astrofísica, pois a presença de raios-X fracos detectados pelo Observatório Chandra na Saguaro corrobora a teoria de que esses pontos são, na verdade, galáxias jovens em crescimento, marcadas por buracos negros densamente obscurecidos por poeira cósmica.

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