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Déficit orçamentário dos EUA atinge recorde de US$ 432 bi em julho

O rombo nas contas públicas americanas foi impulsionado por gastos elevados com benefícios sociais e custos crescentes do serviço da dívida.

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Foto: InfoMoney
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12/08 às 16:02, atualizado 18:34

Pontos principais

  • O déficit mensal de julho de 2026 alcançou US$ 432,3 bilhões, o maior patamar registrado desde 2021.
  • O acumulado dos primeiros dez meses do ano fiscal atingiu US$ 1,8 trilhão, superando o total de todo o ano fiscal de 2025.
  • Gastos com o Medicare somaram US$ 174 bilhões, enquanto o serviço da dívida federal já supera US$ 1,17 trilhão no ano.
  • O resultado foi pressionado pela antecipação de US$ 99 bilhões em pagamentos de benefícios sociais e militares devido ao calendário de dias úteis.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informou que o déficit orçamentário do país atingiu US$ 432,3 bilhões em julho, marcando o maior nível mensal desde 2021. O desequilíbrio foi impulsionado por uma combinação de gastos elevados com programas sociais e o peso crescente dos juros da dívida pública, que se consolidou como uma das maiores despesas do governo federal sob a administração do presidente Donald Trump.

No acumulado dos dez primeiros meses do ano fiscal de 2026, o rombo já soma US$ 1,8 trilhão, superando o déficit total de US$ 1,775 trilhão registrado em todo o ano fiscal de 2025. O Tesouro explicou que o resultado de julho foi agravado por fatores técnicos, incluindo a antecipação de US$ 99 bilhões em pagamentos de benefícios do Medicare e da Renda Suplementar de Segurança, que ocorreram mais cedo devido ao calendário de dias úteis. Além disso, o governo continua arcando com o impacto de reembolsos tarifários determinados pela Suprema Corte.

A trajetória de endividamento reflete desafios estruturais nas finanças públicas americanas, com o serviço da dívida nacional atingindo a marca de US$ 1,17 trilhão no período. Enquanto o país lida com a pressão fiscal, o cenário econômico permanece sob observação, especialmente após mudanças na liderança do Federal Reserve, com a nomeação de Kevin Warsh para a presidência do banco central.

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