Arrecadação federal bate recorde e soma R$ 1,59 trilhão no 1º semestre
Receita Federal registrou R$ 264,4 bilhões em junho, um crescimento real de 7,7% impulsionado pelo setor de petróleo e medidas de aumento de impostos.
Pontos principais
- A arrecadação federal atingiu o recorde histórico de R$ 1,59 trilhão no acumulado do primeiro semestre de 2026.
- O resultado de junho somou R$ 264,4 bilhões, representando um crescimento real de 7,7% em relação ao mesmo mês de 2025.
- O desempenho foi impulsionado pela tributação de fundos exclusivos, offshores e exportações de petróleo.
- Ganhos não recorrentes, incluindo impostos sobre resultados de empresas, contribuíram com R$ 7,8 bilhões no mês.
- O aumento da massa salarial e a redução da desoneração da folha de pagamento também favoreceram os cofres públicos.
- Apesar do recorde, projeções do mercado indicam um possível déficit de R$ 23,3 bilhões nas contas públicas para 2026.
- O governo utiliza o incremento na receita para tentar cumprir as metas estabelecidas pelo arcabouço fiscal de 2023.
A arrecadação federal brasileira alcançou um patamar histórico no primeiro semestre de 2026, totalizando R$ 1,59 trilhão. Segundo dados divulgados pela Receita Federal, o mês de junho foi determinante para o resultado, com uma entrada de R$ 264,4 bilhões nos cofres públicos, o que representa um crescimento real de 7,7% na comparação anual. Este é o maior valor registrado para o período desde o início da série histórica, em 1995.
O desempenho positivo foi sustentado por uma combinação de fatores, incluindo o crescimento da massa salarial e medidas de aumento de impostos implementadas pelo governo, como a tributação de fundos exclusivos e offshores. O setor de petróleo e gás natural teve papel central na arrecadação, com ganhos não recorrentes e impostos sobre exportações somando R$ 7,8 bilhões. Embora os números reflitam uma maior entrada de recursos, o governo segue sob pressão para cumprir a meta fiscal do arcabouço de 2023, com projeções de analistas apontando para um possível déficit de R$ 23,3 bilhões nas contas públicas ao final do ano.
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