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Arrecadação federal bate recorde e soma R$ 264,4 bilhões em junho

A receita federal atingiu o maior valor para o mês desde 1995, impulsionada pela tributação do petróleo, ganhos não recorrentes e aumento da massa salarial.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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30/07 às 11:45 · atualizado 19:04

Pontos principais

  • A arrecadação federal alcançou R$ 264,4 bilhões em junho de 2026, um crescimento real de 7,7% na comparação anual.
  • O montante representa o maior valor registrado para o mês de junho desde o início da série histórica em 1995.
  • No acumulado do primeiro semestre de 2026, a arrecadação atingiu o recorde histórico de R$ 1,59 trilhão.
  • O desempenho foi impulsionado pela tributação de fundos exclusivos, offshores e impostos sobre combustíveis.
  • O setor de extração de petróleo e gás natural teve papel central no resultado, contribuindo com ganhos não recorrentes.
  • Apesar do recorde na receita, o Governo Central registrou um déficit primário de R$ 48,2 bilhões em junho.
  • As despesas do governo subiram 9% em termos reais no período, pressionadas por gastos com Previdência e saúde.
  • O déficit acumulado no primeiro semestre de 2026 chegou a R$ 92,2 bilhões, o pior desempenho para o período desde 2020.
  • O governo projeta um déficit de R$ 52 bilhões para o fechamento de 2026, superando a meta fiscal estabelecida.

A arrecadação federal brasileira atingiu um marco histórico no primeiro semestre de 2026, totalizando R$ 1,59 trilhão. Somente no mês de junho, a receita somou R$ 264,4 bilhões, o que representa um crescimento real de 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse desempenho, o melhor para o mês desde o início da série histórica em 1995, foi sustentado por uma combinação de fatores, incluindo o aumento da massa salarial, a tributação de fundos exclusivos e offshores, além de receitas extraordinárias provenientes da exploração de petróleo e gás natural.

Contudo, o recorde na arrecadação não foi suficiente para equilibrar as contas públicas. No mesmo mês de junho, o Governo Central registrou um déficit primário de R$ 48,2 bilhões. O resultado negativo foi influenciado por uma elevação de 9% nas despesas reais, com destaque para o aumento nos gastos com benefícios previdenciários e investimentos na área da saúde. No acumulado dos primeiros seis meses do ano, o déficit primário atingiu R$ 92,2 bilhões, o pior patamar para o período desde 2020.

O cenário fiscal reflete o desafio do governo em conciliar a expansão das receitas com o ritmo de crescimento das despesas obrigatórias. Embora a Receita Federal destaque o sucesso das medidas de incremento tributário, o Tesouro Nacional aponta que o déficit acumulado em 12 meses já alcança 1,08% do PIB. Com a previsão oficial de encerrar 2026 com um saldo negativo de cerca de R$ 52 bilhões, o governo busca alternativas para mitigar o impacto nas contas públicas e tentar alinhar o resultado final às diretrizes do arcabouço fiscal vigente.

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