Terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia deixa 224 mortos
O governo colombiano decretou estado de emergência após o sismo mais forte do século no país, que causou destruição em massa e prejuízos estimados em até US$ 1 bilhão.
Pontos principais
- O terremoto de magnitude 7,4 atingiu a região de Chocó, com epicentro em San José del Palmar.
- O número de mortos confirmados subiu para 224, segundo autoridades locais.
- O presidente Abelardo de la Espriella declarou estado de emergência nacional para agilizar o resgate.
- Estimativas do USGS apontam perdas econômicas entre US$ 100 milhões e US$ 1 bilhão.
- Seis aeroportos no oeste do país suspenderam operações devido a danos estruturais.
- Cidades como Cali e Pereira decretaram toque de recolher para garantir a segurança pública.
- Hospitais operam em capacidade máxima, com pacientes sendo atendidos em tendas externas.
- Estados Unidos anunciaram US$ 15,5 milhões em ajuda emergencial para assistência humanitária.
- O desastre ocorre em um cenário de crise fiscal, com juros básicos em 12% ao ano.
- Brasil, México e União Europeia ofereceram apoio técnico e humanitário ao governo colombiano.
Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia na última segunda-feira, resultando em 224 mortes confirmadas e danos severos à infraestrutura urbana. O sismo, considerado o mais forte registrado no país neste século, teve seu epicentro localizado em San José del Palmar, no departamento de Chocó, mas os efeitos foram sentidos em nações vizinhas como Venezuela, Equador e Panamá. Em resposta à catástrofe, o presidente Abelardo de la Espriella decretou estado de emergência nacional para mobilizar recursos de salvamento e coordenar a assistência às vítimas. Cidades como Cali e Pereira enfrentam colapso em unidades de saúde e adotaram toques de recolher para evitar saques e manter a ordem pública.
O impacto econômico do desastre é uma preocupação central para o governo, com estimativas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicando prejuízos que podem alcançar US$ 1 bilhão. Este cenário agrava a já delicada situação fiscal do país, que opera com juros básicos em 12% ao ano. A destruição de hospitais, escolas e aeroportos impõe um desafio logístico imediato para a gestão de De La Espriella, que enfrenta sua primeira grande crise desde que assumiu a presidência.
A comunidade internacional reagiu prontamente ao desastre. O governo dos Estados Unidos destinou US$ 15,5 milhões em ajuda emergencial para suprimentos básicos e abrigos, enquanto Brasil, México e União Europeia ofereceram suporte técnico e humanitário. Equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes sob os escombros, com casos de sucesso, como o resgate de uma mãe e seu bebê em Cali, servindo como ponto de esperança em meio à destruição generalizada. O evento também forçou o adiamento de diversos eventos esportivos, incluindo partidas das copas Libertadores e Sul-Americana.
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