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Recuperação extrajudicial ganha espaço como alternativa ágil para empresas

O uso da recuperação extrajudicial cresce no Brasil como uma via rápida e menos burocrática para renegociar dívidas diretamente com credores.

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Foto: Times Brasil
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11/08 às 15:15 · atualizado 21:31

Pontos principais

  • Pedidos de recuperação extrajudicial saltaram de 20 em 2022 para 82 em 2025.
  • O primeiro semestre de 2026 já contabiliza 40 novos casos da modalidade.
  • O mecanismo permite negociações diretas, reduzindo custos e a morosidade típicas do processo judicial tradicional.
  • Especialistas alertam que o sucesso do acordo depende da viabilidade do negócio e da transparência nas projeções financeiras.

O cenário de insolvência empresarial no Brasil tem passado por uma mudança estratégica, com o aumento expressivo da recuperação extrajudicial. Esta modalidade permite que empresas em crise renegociem débitos diretamente com seus credores, evitando a burocracia e os custos elevados de um processo judicial convencional. O crescimento é notável, saltando de 20 pedidos em 2022 para 82 em 2025, com 40 registros apenas no primeiro semestre de 2026. Embora os pedidos de falência e recuperação judicial tenham registrado queda pontual em abril, o ambiente econômico segue desafiador, com juros elevados e crédito restrito pressionando o caixa das companhias. Analistas reforçam que, para o sucesso da recuperação extrajudicial, é essencial que a empresa mantenha a confiança dos credores e evite projeções financeiras excessivamente otimistas, agindo prontamente ao identificar dificuldades em obrigações básicas.

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