Recuperação judicial atinge recorde de 6,3 mil empresas no Brasil
Número de empresas em recuperação judicial chega a 6.341 no segundo trimestre de 2026, enquanto juros para pessoas jurídicas sobem para 25,4% ao ano.
Pontos principais
- O estoque de recuperações judiciais cresceu quase 58% desde o início de 2023.
- A taxa média de juros do crédito livre para empresas subiu de 23,5% para 25,4% ao ano.
- A inadimplência no crédito livre para pessoas jurídicas avançou de 3,5% para 4,2%.
- Empresas de médio porte respondem por 49% dos casos registrados.
- Setores de comércio, indústria e agronegócio concentram a maioria das solicitações.
O cenário econômico brasileiro enfrenta um momento de fragilidade para o setor corporativo, com o número de empresas em recuperação judicial alcançando o recorde de 6.341 no segundo trimestre de 2026. O dado reflete um aumento expressivo de quase 58% desde o início de 2023, sendo que as companhias de médio porte representam quase metade dos casos registrados. Os setores de comércio, indústria e agronegócio lideram a lista de pedidos, evidenciando dificuldades operacionais generalizadas.
Simultaneamente, o custo do crédito para pessoas jurídicas segue em trajetória de alta, atingindo 25,4% ao ano em julho de 2026, mesmo com a queda da taxa Selic. Especialistas atribuem esse encarecimento ao spread bancário elevado, ao aumento da inadimplência — que subiu para 4,2% — e à persistente incerteza fiscal. Esse ambiente restritivo dificulta a reestruturação financeira das empresas, pressionando ainda mais a solvência do mercado nacional.
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