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Gerdau eleva provisão ambiental para R$ 659 milhões em 2024

O valor registrado pela Gerdau não contempla os impactos financeiros das sanções recentes por contaminação ambiental em Salvador.

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Foto: Times Brasil
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11/08 às 10:32, atualizado 20:01

Pontos principais

  • A provisão para passivos ambientais da Gerdau cresceu 27,3% em 2024, totalizando R$ 659 milhões.
  • O balanço financeiro não detalha as unidades específicas cobertas pela reserva financeira.
  • A empresa enfrenta investigações por contaminação por metais pesados na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador.
  • A Polícia Federal solicitou o bloqueio de bens da Gerdau para garantir indenizações a cerca de 1.200 pescadores.
  • O Inema aplicou multa de R$ 50 milhões à Gerdau devido aos níveis de cobre, ferro, zinco e arsênio detectados na região.
  • A Gerdau afirma ter encerrado suas atividades no terminal em 2022 e contesta a responsabilidade sobre o passivo atual.
  • O balanço de 2024 não reflete os desdobramentos jurídicos e as multas aplicadas pelas autoridades em 2026.

A Gerdau reportou em seu balanço de 2024 uma provisão de R$ 659 milhões destinada a passivos ambientais, um aumento de 27,3% em relação ao período anterior. O montante, contudo, não incorpora os custos decorrentes das sanções e processos judiciais relacionados à contaminação por metais pesados na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador. A empresa sustenta que o valor registrado segue critérios contábeis padrão e diferencia as provisões de seus investimentos voluntários em ecoeficiência.

O caso em Salvador envolve a detecção de níveis elevados de cobre, zinco, ferro e arsênio na água e em sedimentos, o que levou a Prefeitura a decretar situação de emergência e o Inema a multar a Gerdau em R$ 50 milhões. A Polícia Federal solicitou o bloqueio de bens da companhia para assegurar o pagamento de reparações a cerca de 1.200 pescadores e marisqueiras afetados. Enquanto a Gerdau alega que a responsabilidade pelo passivo ambiental recai sobre a operadora atual do terminal, a Intermarítima, as investigações buscam determinar a origem dos resíduos que impactam a saúde pública e a economia local desde o início de 2026.

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