Tufão Dolphin atinge costa da China e força evacuação de 1,6 milhão
O tufão mais forte do ano na região provocou inundações, cancelamento de centenas de voos e ordens de evacuação em massa no leste chinês.
Pontos principais
- O tufão Dolphin atingiu a costa da China na noite de domingo com ventos de até 151 km/h.
- Cerca de 1,6 milhão de pessoas foram evacuadas de suas casas como medida preventiva.
- Xangai registrou inundações em áreas comerciais e residenciais, afetando diversos distritos.
- Cerca de 943 voos foram cancelados nos aeroportos de Xangai, representando 40% da operação local.
- Antes de chegar à China, o fenômeno causou danos no Japão e inundações nas Filipinas.
- Autoridades suspenderam atividades não essenciais e serviços de transporte em regiões críticas.
- A tempestade segue em direção ao interior, com alertas de enchentes e deslizamentos para Pequim.
O tufão Dolphin, classificado como a tempestade mais intensa a atingir a China em 2026, tocou o solo na região leste do país na noite de domingo. Com ventos que atingiram 151 km/h, o fenômeno meteorológico desencadeou uma operação de emergência de larga escala, resultando na evacuação de aproximadamente 1,6 milhão de residentes em áreas de risco. O impacto foi sentido severamente em Xangai, onde inundações generalizadas comprometeram a infraestrutura urbana e forçaram o cancelamento de 943 voos, impactando cerca de 40% das operações aéreas da cidade.
Antes de impactar o território chinês, o sistema climático já havia deixado um rastro de destruição em outras partes da Ásia. No Japão, o tufão causou ferimentos em seis pessoas e deixou 50 mil imóveis sem energia em Okinawa, além de ter provocado inundações significativas nas Filipinas durante sua trajetória inicial pelo Pacífico. A força dos ventos foi ilustrada por incidentes como o tombamento de um caminhão na província de Wenzhou, evidenciando o perigo extremo para a circulação e segurança pública.
Atualmente, o sistema perdeu parte de sua força, sendo reclassificado como tempestade tropical, mas continua a representar uma ameaça severa enquanto avança para o interior do país. As autoridades chinesas mantêm protocolos de emergência ativos, com alertas emitidos para as províncias de Anhui, Jiangsu, Shandong, Hubei e Henan. A previsão meteorológica indica que as chuvas volumosas devem persistir, elevando o risco de enchentes e deslizamentos de terra, inclusive na capital, Pequim, onde o monitoramento das autoridades permanece em nível máximo.
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