Trump assina decreto que limita e fraciona vacinas infantis nos EUA
Nova ordem executiva reduz o número de vacinas recomendadas e propõe o fracionamento da dose tríplice viral, gerando alertas de especialistas.
Pontos principais
- O decreto limita a 11 o número de vacinas recomendadas para crianças e sugere a separação da vacina MMR em três doses distintas.
- A medida altera protocolos de imunização contra sarampo, caxumba e rubéola, fundamentando-se em alegações refutadas pela ciência.
- O governo federal orientará estados a adaptarem suas exigências escolares de vacinação às novas diretrizes.
- A Academia Americana de Pediatria classificou a decisão como perigosa para a saúde pública devido ao risco de surtos de doenças evitáveis.
O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que altera significativamente a política de saúde pública dos Estados Unidos ao restringir e fracionar o calendário de vacinação infantil. A medida estabelece um limite de 11 vacinas recomendadas para crianças e determina que a vacina MMR, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, seja administrada em doses separadas. A decisão, que conta com o apoio do secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., baseia-se em teorias que associam vacinas ao autismo, apesar de tais alegações terem sido amplamente refutadas pelo consenso científico global.
A iniciativa gerou forte reação da comunidade médica, incluindo a Academia Americana de Pediatria, que alertou para o risco iminente de surtos de doenças evitáveis. Especialistas em saúde pública destacam que o espaçamento das doses e a redução do calendário vacinal podem comprometer a imunização coletiva, especialmente em um momento em que o país enfrenta casos de sarampo e a proximidade do início do ano letivo. O governo federal planeja orientar os estados a ajustarem suas exigências escolares de vacinação para estarem em conformidade com as novas diretrizes presidenciais.
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