A taxa de desocupação só entre os jovens de 15 a 24 anos — sempre mais alta que a taxa geral, pela EHM do INE.
A taxa de desocupação só entre os jovens de 15 a 24 anos, que entram no mercado de trabalho pela primeira vez e são historicamente os mais afetados por qualquer choque de emprego.
A queda que o INE mais destaca. Da série completa, esta é a que a própria publicação do INE usa para anunciar "redução de 18,4 pontos percentuais": de 27,9% no 1er semestre de 1999 para 13,7% em 2023. O pico não foi 1999, e sim 2003 (32,1%), no mesmo sabotaje petrolero que derrubou a taxa geral.
Sempre acima da taxa geral. Em todos os 25 anos da série, a desocupação juvenil supera a taxa de desocupação geral — em 2023, 13,7% contra 8,2%, quase 70% maior.
De onde vem. A Encuesta de Hogares por Muestreo (EHM) é a pesquisa domiciliar do INE, rodando desde 1967 — o mesmo desenho conceitual da PNAD Contínua brasileira e da EPH argentina. O INE publica só um corte por ano em suas sínteses, o 1er semestre (janeiro a junho); é esse o número usado aqui, ano a ano.
A série oficial e a suspeita sobre ela. A partir de 2015 a taxa de desocupação da EHM oficial fica praticamente parada, entre 6,8% e 9,0%, mesmo durante o colapso da economia venezuelana (hiperinflação, êxodo de milhões de pessoas, contração do PIB de dois dígitos por vários anos seguidos). A estimativa do FMI para a mesma taxa (WEO, código LUR) sai de 12,5% em 2015 para 35,6% em 2018 — um descolamento de até 29 pontos percentuais que este site não reconcilia: é o mesmo tipo de desconfiança que recai sobre outras estatísticas oficiais venezuelanas do período. Até 2014 as duas séries batem, com desvio de no máximo 1,5 p.p.
| Período | Desemprego jovem | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 13,7% | −0,6 p.p. |
| 2022 | 14,3% | −2,9 p.p. |
| 2021 | 17,2% | +0,1 p.p. |
| 2020 | 17,1% | +1,0 p.p. |
| 2019 | 16,1% | +0,3 p.p. |
| 2018 | 15,8% | −0,3 p.p. |
| 2017 | 16,1% | +0,2 p.p. |
| 2016 | 15,9% | +0,4 p.p. |
| 2015 | 15,5% | −0,8 p.p. |
| 2014 | 16,3% | −1,2 p.p. |
| 2013 | 17,5% | −0,5 p.p. |
| 2012 | 18,0% | −0,5 p.p. |
| 2011 | 18,5% | +0,5 p.p. |
| 2010 | 18,0% | +2,9 p.p. |
| 2009 | 15,1% | −0,1 p.p. |
| 2008 | 15,2% | −1,3 p.p. |
| 2007 | 16,5% | −2,1 p.p. |
| 2006 | 18,6% | −3,5 p.p. |
| 2005 | 22,1% | −5,4 p.p. |
| 2004 | 27,5% | −4,6 p.p. |
| 2003 | 32,1% | +5,7 p.p. |
| 2002 | 26,4% | +2,2 p.p. |
| 2001 | 24,2% | −2,1 p.p. |
| 2000 | 26,3% | −1,6 p.p. |
| 1999 | 27,9% | — |