Fatia dos domicílios com duas ou mais das cinco carências estruturais do método NBI do INE.
O domicílio com duas ou mais das cinco carências do método NBI — não uma escola sem infraestrutura de água encanada, por exemplo, mas as duas ao mesmo tempo.
A série mais longa e mais recente das quatro. É a única das duas metodologias com dado depois de 2018: o "Resumen de Estadísticas INE, 1999-2023" (o mesmo documento do desemprego) ainda traz a pobreza extrema por NBI até 2023 (4,18%), embora não traga mais a pobreza total. Isso também dá o único ano anterior a 1999 da família inteira: 1998, com 10,79%.
De 10,79% a 4,18% em 25 anos, com o mesmo pico de 2002-2003 (13,0% e 12,7%) das outras três séries de pobreza — e um patamar praticamente estável desde 2016 (entre 4,0% e 4,4%), diferente da queda contínua que a série tinha antes.
Linha de renda e NBI não são a mesma pobreza. O INE mede os dois de propósito, e os dois contam histórias diferentes: a linha de renda compara o ingresso do domicílio com o preço de uma cesta de alimentos e serviços básicos (a Canasta Básica); a NBI não olha para o ingresso, e sim se o domicílio tem pelo menos uma carência estrutural (escolaridade, moradia, serviços, dependência econômica). Em 2011, por exemplo, a linha de renda dava 27,4% de domicílios pobres contra 21,2% pela NBI — a diferença normal entre "não ganha o suficiente agora" e "falta algo estrutural na casa", que nem sempre são a mesma família.
| Período | Pobreza extrema (NBI) | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 4,18% | −0,01 p.p. |
| 2022 | 4,19% | −0,01 p.p. |
| 2021 | 4,20% | +0,10 p.p. |
| 2020 | 4,10% | +0,10 p.p. |
| 2019 | 4,00% | −0,30 p.p. |
| 2018 | 4,30% | −0,10 p.p. |
| 2017 | 4,40% | 0,00 p.p. |
| 2016 | 4,40% | −0,50 p.p. |
| 2015 | 4,90% | −0,50 p.p. |
| 2014 | 5,40% | −0,10 p.p. |
| 2013 | 5,50% | −0,80 p.p. |
| 2012 | 6,30% | −0,50 p.p. |
| 2011 | 6,80% | −0,90 p.p. |
| 2010 | 7,70% | −0,20 p.p. |
| 2009 | 7,90% | −0,60 p.p. |
| 2008 | 8,50% | +0,10 p.p. |
| 2007 | 8,40% | −0,60 p.p. |
| 2006 | 9,00% | −1,10 p.p. |
| 2005 | 10,10% | −2,10 p.p. |
| 2004 | 12,20% | −0,50 p.p. |
| 2003 | 12,70% | −0,30 p.p. |
| 2002 | 13,00% | +3,70 p.p. |
| 2001 | 9,30% | −1,20 p.p. |
| 2000 | 10,50% | +0,60 p.p. |
| 1999 | 9,90% | −0,89 p.p. |
| 1998 | 10,79% | — |