O índice do PNUD que resume expectativa de vida, escolaridade e renda em um número de 0 a 1. A Tunísia foi de 0,569 em 1990 para 0,746 em 2023, quase sem abalo na revolução de 2011.
O IDH é a média geométrica de três índices, um para cada dimensão que o PNUD considera básica no desenvolvimento humano:
Cada indicador vira um índice de 0 a 1 pela distância entre um mínimo e um máximo fixados pelo PNUD, e os três entram numa média geométrica — não na aritmética. Na média geométrica, ir mal numa dimensão não é compensado por ir muito bem em outra.
105ª do mundo em 2023. A Tunísia marcou 0,746, na faixa de desenvolvimento humano alto, praticamente empatada com a Mongólia (104ª, 0,747) e à frente do Uzbequistão (107º, 0,740). Fica atrás do Egito (100º, 0,754).
A maior esperança de vida das quinze. Um tunisiano nascido em 2023 espera viver 76,5 anos, a maior entre os países desta rodada, à frente da Argélia (76,3) e do Marrocos (75,3). Os adultos têm em média 7,6 anos de estudo, e a renda nacional bruta per capita, em paridade de poder de compra, é de US$ 12,0 mil.
A revolução de 2011 quase não aparece no índice. O índice foi de 0,717 em 2010 para 0,718 em 2011, o ano da revolução tunisiana que deu início à Primavera Árabe — ao contrário da Líbia, onde a mesma onda derrubou o índice. A queda maior veio depois: de 0,740 em 2019 para 0,733 em 2020 e 0,728 em 2021, com a pandemia e a crise política de julho de 2021, quando o presidente Kais Saied concentrou poderes. Em 2022 e 2023 o índice recuperou o patamar de antes.
O que ele não mede. Desigualdade, pobreza, segurança. O IDH ajustado à desigualdade (IHDI), que o PNUD publica ao lado, leva a Tunísia de 0,746 para 0,595 em 2023, uma perda de 20,2%, a menor do Norte da África nesta lista.
Uma diferença de milésimos não é notícia. Os componentes vêm de fontes internacionais que revisam suas séries, e o PNUD recalcula o histórico inteiro a cada relatório: comparar o número de hoje com o publicado há três anos compara duas edições, não dois anos. A série aqui é sempre a última edição, do primeiro ao último ponto.
| Período | IDH | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 0,746 | +0,001 |
| 2022 | 0,745 | +0,017 |
| 2021 | 0,728 | −0,005 |
| 2020 | 0,733 | −0,007 |
| 2019 | 0,740 | −0,002 |
| 2018 | 0,742 | +0,005 |
| 2017 | 0,737 | +0,004 |
| 2016 | 0,733 | +0,005 |
| 2015 | 0,728 | +0,003 |
| 2014 | 0,725 | +0,003 |
| 2013 | 0,722 | +0,002 |
| 2012 | 0,720 | +0,002 |
| 2011 | 0,718 | +0,001 |
| 2010 | 0,717 | +0,004 |
| 2009 | 0,713 | +0,004 |
| 2008 | 0,709 | +0,006 |
| 2007 | 0,703 | +0,006 |
| 2006 | 0,697 | +0,007 |
| 2005 | 0,690 | +0,007 |
| 2004 | 0,683 | +0,010 |
| 2003 | 0,673 | +0,006 |
| 2002 | 0,667 | +0,006 |
| 2001 | 0,661 | +0,007 |
| 2000 | 0,654 | +0,008 |
| 1999 | 0,646 | +0,010 |
| 1998 | 0,636 | +0,013 |
| 1997 | 0,623 | +0,007 |
| 1996 | 0,616 | +0,010 |
| 1995 | 0,606 | +0,008 |
| 1994 | 0,598 | +0,011 |
| 1993 | 0,587 | +0,005 |
| 1992 | 0,582 | +0,007 |
| 1991 | 0,575 | +0,006 |
| 1990 | 0,569 | — |