O índice do PNUD que resume expectativa de vida, escolaridade e renda em um número de 0 a 1. A série do PNUD para a Somália tem só 2022 e 2023.
O IDH é a média geométrica de três índices, um para cada dimensão que o PNUD considera básica no desenvolvimento humano:
Cada indicador vira um índice de 0 a 1 pela distância entre um mínimo e um máximo fixados pelo PNUD, e os três entram numa média geométrica — não na aritmética. Na média geométrica, ir mal numa dimensão não é compensado por ir muito bem em outra.
192º de 193 países em 2023, com 0,404 — à frente só do Sudão do Sul (193º, o último do ranking), e atrás da República Centro-Africana (191º), desenvolvimento humano baixo.
A série tem só dois pontos: 2022 e 2023. O PNUD não publica o índice da Somália antes disso; o país vive em guerra civil desde 1991, sem o levantamento regular de renda, escolaridade e mortalidade que o índice exige.
Nos dois anos que existem, o índice subiu de 0,385 para 0,404, com a esperança de vida de 53,9 para 58,8 anos e apenas 1,9 ano médio de estudo da população adulta — o menor número do bloco oriental e um dos mais baixos do mundo.
O que ele não mede. Desigualdade, pobreza, segurança. Com só dois anos, a série não mostra tendência. O IHDI cai para 0,229 em 2023, uma perda de 43,3%, a segunda maior do bloco.
Uma diferença de milésimos não é notícia. Os componentes vêm de fontes internacionais que revisam suas séries, e o PNUD recalcula o histórico inteiro a cada relatório: comparar o número de hoje com o publicado há três anos compara duas edições, não dois anos. A série aqui é sempre a última edição, do primeiro ao último ponto.
| Período | IDH | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 0,404 | +0,019 |
| 2022 | 0,385 | — |