A parcela da força de trabalho do Senegal sem emprego, procurando e disponível, no critério estrito da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A taxa de desemprego do Senegal pelo critério estrito da Organização Internacional do Trabalho (OIT): desocupados ÷ força de trabalho, população de 15 anos ou mais.
Dois conceitos, e a diferença é enorme. A ANSD divulga a taxa de desemprego em dois sentidos, e o Senegal é um caso em que uma é quatro a cinco vezes a outra. No sentido estrito do BIT (a Organização Internacional do Trabalho), desempregado é quem está sem emprego, disponível para trabalhar em até duas semanas e procurou trabalho nas quatro semanas anteriores: a taxa de desocupação comparável entre países, a mesma da taxa de desocupação do Brasil, em torno de 3% a 6%. No sentido ampliado, que é a manchete dos relatórios da ANSD, entra também quem está sem emprego e disponível mas não procura por razões alheias à vontade — não sabe onde procurar, acha que não há vaga —, e a taxa fica em torno de 19% a 23%. Ambas são sobre a população em idade de trabalhar, 15 anos ou mais.
A série no sentido ampliado está em taxa de desocupação ampliada.
De onde vem. Da ENES (Enquête nationale sur l'emploi au Sénégal), a pesquisa trimestral de domicílios da ANSD, agência de estatística do Senegal, com cerca de 3,6 mil domicílios. A ANSD publica um relatório em PDF por trimestre, desde o 3º trimestre de 2022, sem planilha nem série consolidada; cada ponto é lido do relatório de seu trimestre. Sem ajuste sazonal: compare o mesmo trimestre do ano anterior.
Quebra. A partir do 2º trimestre de 2024 a amostra foi revista, com representatividade anual por departamento (antes era por região) e cerca de 400 domicílios a mais; a ANSD não diz que recalculou os trimestres anteriores. Um valor incomum: a taxa estrita foi de 3,2% nos dois trimestres do meio de 2025, contra 4,9% no 1º e 5,4% no 4º; cada relatório traz o número, e a taxa ampliada não se moveu na mesma direção.
| Período | Desocupação | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 1º tri 2026 | 5,1% | −0,3 p.p. |
| 4º tri 2025 | 5,4% | +2,2 p.p. |
| 3º tri 2025 | 3,2% | 0,0 p.p. |
| 2º tri 2025 | 3,2% | −1,7 p.p. |
| 1º tri 2025 | 4,9% | −0,7 p.p. |
| 4º tri 2024 | 5,6% | +0,3 p.p. |
| 3º tri 2024 | 5,3% | −0,5 p.p. |
| 2º tri 2024 | 5,8% | +1,1 p.p. |
| 1º tri 2024 | 4,7% | −0,3 p.p. |
| 4º tri 2023 | 5,0% | −0,8 p.p. |
| 3º tri 2023 | 5,8% | +1,7 p.p. |
| 2º tri 2023 | 4,1% | −0,3 p.p. |
| 1º tri 2023 | 4,4% | +0,5 p.p. |
| 4º tri 2022 | 3,9% | −1,4 p.p. |
| 3º tri 2022 | 5,3% | — |