O índice do PNUD que resume expectativa de vida, escolaridade e renda em um número de 0 a 1. A Polônia tem uma das maiores escolaridades médias do mundo e a maior perda por desigualdade entre os vizinhos da Europa central.
O IDH é a média geométrica de três índices, um para cada dimensão que o PNUD considera básica no desenvolvimento humano:
Cada indicador vira um índice de 0 a 1 pela distância entre um mínimo e um máximo fixados pelo PNUD, e os três entram numa média geométrica — não na aritmética. Na média geométrica, ir mal numa dimensão não é compensado por ir muito bem em outra.
35º do mundo em 2023. A Polônia marcou 0,906, atrás da Grécia (0,908, 34º) e à frente da Estônia (0,905, 36º). O Brasil está em 84º, com 0,786.
A escolaridade média está entre as mais altas do mundo. Os anos médios de estudo da população adulta, 13,2, são o 12º valor entre 193 países — mais alto que os da Suécia (12,7) e da Dinamarca (13,0). A renda nacional bruta per capita, US$ 42,2 mil, é a 40º, e subiu 9% só entre 2021 e 2022 (US$ 38,6 mil → US$ 42,1 mil).
Trinta anos de subida quase contínua. O índice caiu de 0,722 em 1990 para 0,720 em 1991 e não parou de subir depois: 0,801 em 2000, 0,852 em 2010, 0,887 em 2019.
A queda da pandemia foi funda, mas a recuperação também. A esperança de vida caiu de 77,9 anos em 2019 para 75,6 em 2021, e o índice, de 0,887 para 0,884; em 2022 (0,902) já tinha passado o nível de antes.
O que ele não mede. Desigualdade, pobreza, segurança. O IDH ajustado à desigualdade (IHDI), que o PNUD publica ao lado, leva a Polônia de 0,906 para 0,817 em 2023, uma perda de 9,8% — bem maior que a das vizinhas Tchéquia (5,2%), Eslováquia (5,3%) e Hungria (5,9%).
Uma diferença de milésimos não é notícia. Os componentes vêm de fontes internacionais que revisam suas séries, e o PNUD recalcula o histórico inteiro a cada relatório: comparar o número de hoje com o publicado há três anos compara duas edições, não dois anos. A série aqui é sempre a última edição, do primeiro ao último ponto.
| Período | IDH | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 0,906 | +0,004 |
| 2022 | 0,902 | +0,018 |
| 2021 | 0,884 | +0,004 |
| 2020 | 0,880 | −0,007 |
| 2019 | 0,887 | +0,003 |
| 2018 | 0,884 | +0,002 |
| 2017 | 0,882 | −0,002 |
| 2016 | 0,884 | +0,005 |
| 2015 | 0,879 | +0,006 |
| 2014 | 0,873 | 0,000 |
| 2013 | 0,873 | +0,010 |
| 2012 | 0,863 | +0,005 |
| 2011 | 0,858 | +0,006 |
| 2010 | 0,852 | +0,006 |
| 2009 | 0,846 | +0,005 |
| 2008 | 0,841 | +0,005 |
| 2007 | 0,836 | +0,005 |
| 2006 | 0,831 | +0,005 |
| 2005 | 0,826 | +0,006 |
| 2004 | 0,820 | −0,002 |
| 2003 | 0,822 | +0,006 |
| 2002 | 0,816 | +0,007 |
| 2001 | 0,809 | +0,008 |
| 2000 | 0,801 | +0,008 |
| 1999 | 0,793 | +0,009 |
| 1998 | 0,784 | +0,009 |
| 1997 | 0,775 | +0,012 |
| 1996 | 0,763 | +0,009 |
| 1995 | 0,754 | +0,007 |
| 1994 | 0,747 | +0,010 |
| 1993 | 0,737 | +0,013 |
| 1992 | 0,724 | +0,004 |
| 1991 | 0,720 | −0,002 |
| 1990 | 0,722 | — |