Quanto o setor público paraguaio deve em proporção ao tamanho da economia, no fim de cada ano, na conta do Ministério de Economía y Finanzas (MEF).
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
Tudo o que o setor público paraguaio deve no último dia do ano, contra o PIB do próprio ano — a razão que o MEF publica no boletim mensal "Estadísticas de Deuda Pública".
De 25,6% (2004) a um piso de 8,1% (2011), e de volta a 41,1% (2025). A dívida paraguaia vinha caindo desde a crise bancária regional do início dos anos 2000 até tocar o fundo em 2011 — o Paraguai chegou a ter uma das relações dívida/PIB mais baixas da América do Sul. Depois disso a razão só subiu: o país passou a emitir bônus soberanos no mercado internacional em 2013, a pandemia levou a dívida de 22,9% (2019) para 33,8% (2020) num único ano, e a alta continuou sem pausa até 41,1% no fim de 2025.
O que entra na conta. A Deuda Sector Público Total (DSPT), na régua do MEF: Administración Central, Administración Descentralizada (entes autárquicos, municipalidades, governos departamentais) e as capitalizações do Banco Central del Paraguay via Lei 3974/2010 — o MEF publica os dois primeiros grupos separados na mesma planilha (Deuda Pública Administración Central e Deuda Pública Administración Descentralizada), mas a série aqui é sempre o total consolidado.
Por que só dezembro. Nos meses do ano corrente o MEF divide a dívida pelo PIB em dólares do próprio ano, que ainda é uma projeção; em janeiro de 2026 a razão cai de 41,13% para 32,16% com a dívida quase parada (US$ 20.447,9 milhões → US$ 20.522,7 milhões), só porque o denominador passou a ser o PIB de 2026, maior em dólares com a valorização do guarani. Por isso a série grava só o fim de cada ano fechado. O número mais recente do MEF, julho de 2026, é 34,80% do PIB, calculado sobre esse PIB projetado.
Por que compara mal com o FMI. O World Economic Outlook do FMI mede o governo geral (sem empresas públicas nem o Banco Central); o MEF mede o setor público total. Nos anos de 2006 a 2025, a diferença entre as duas fica entre 1,6 e 5,6 pontos percentuais — o MEF é sempre um pouco mais alto, porque o perímetro é maior.
| Período | Dívida bruta | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025preliminar | 41,13% | +1,14 p.p. |
| 2024preliminar | 39,99% | +1,64 p.p. |
| 2023preliminar | 38,35% | +2,49 p.p. |
| 2022 | 35,86% | +2,01 p.p. |
| 2021 | 33,85% | +0,06 p.p. |
| 2020 | 33,79% | +10,93 p.p. |
| 2019 | 22,86% | +3,10 p.p. |
| 2018 | 19,76% | +1,57 p.p. |
| 2017 | 18,19% | +0,86 p.p. |
| 2016 | 17,33% | +2,29 p.p. |
| 2015 | 15,04% | +1,57 p.p. |
| 2014 | 13,47% | +2,61 p.p. |
| 2013 | 10,86% | +0,11 p.p. |
| 2012 | 10,75% | +2,63 p.p. |
| 2011 | 8,12% | −2,31 p.p. |
| 2010 | 10,43% | −1,66 p.p. |
| 2009 | 12,09% | +1,66 p.p. |
| 2008 | 10,43% | −3,43 p.p. |
| 2007 | 13,86% | −3,97 p.p. |
| 2006 | 17,83% | −3,97 p.p. |
| 2005 | 21,80% | −3,76 p.p. |
| 2004 | 25,56% | — |