O índice do PNUD que resume expectativa de vida, escolaridade e renda em um número de 0 a 1. O México marcou 0,789 em 2023 e só então superou o nível de antes da pandemia.
O IDH é a média geométrica de três índices, um para cada dimensão que o PNUD considera básica no desenvolvimento humano:
Cada indicador vira um índice de 0 a 1 pela distância entre um mínimo e um máximo fixados pelo PNUD, e os três entram numa média geométrica — não na aritmética. Na média geométrica, ir mal numa dimensão não é compensado por ir muito bem em outra.
Desenvolvimento humano alto, no meio da tabela latino-americana. Em 2023 o México marcou 0,789, 81º entre 193 países. Está colado na Colômbia (0,788) e no Brasil (0,786), e bem atrás de Chile (0,878), Argentina (0,865) e Uruguai (0,862). Passou de 0,700, a linha que o PNUD usa para a faixa de desenvolvimento alto, em 1998.
Trinta anos de subida contínua, e depois a pandemia. O índice foi de 0,668 em 1990 a 0,788 em 2019, com uma única parada, na crise de 2009. Em 2020 e 2021 caiu para 0,763 e 0,761, abaixo do nível de 2012. A esperança de vida ao nascer recuou 4,8 anos entre 2019 e 2021 (74,5 → 69,8), a terceira maior queda do mundo, atrás só de Bolívia e Paraguai. Em 2023 ela voltou a 75,1 anos e o índice, a 0,789, um milésimo acima de 2019.
A renda está parada há uma década. A renda nacional bruta per capita, em paridade de poder de compra, era de US$ 21,8 mil em 2023, a mesma de 2018 e pouco acima da de 2015. Em 2020 ela caiu 9,6%, e só em 2023 voltou ao patamar de antes. A escolaridade subiu mais: 9,3 anos médios de estudo da população adulta, contra 6,0 em 1990 (o PNUD repete a estimativa de 2021 em 2022 e 2023, à espera de pesquisa nova).
O que ele não mede. Desigualdade, pobreza, segurança. O IDH ajustado à desigualdade (IHDI), que o PNUD publica ao lado, derruba o México de 0,789 para 0,646 em 2023, uma perda de 18%.
Uma diferença de milésimos não é notícia. Os componentes vêm de fontes internacionais que revisam suas séries, e o PNUD recalcula o histórico inteiro a cada relatório: comparar o número de hoje com o publicado há três anos compara duas edições, não dois anos. A série aqui é sempre a última edição, do primeiro ao último ponto.
| Período | IDH | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 0,789 | +0,006 |
| 2022 | 0,783 | +0,022 |
| 2021 | 0,761 | −0,002 |
| 2020 | 0,763 | −0,025 |
| 2019 | 0,788 | +0,003 |
| 2018 | 0,785 | +0,004 |
| 2017 | 0,781 | +0,003 |
| 2016 | 0,778 | +0,005 |
| 2015 | 0,773 | +0,004 |
| 2014 | 0,769 | +0,004 |
| 2013 | 0,765 | +0,001 |
| 2012 | 0,764 | +0,007 |
| 2011 | 0,757 | +0,006 |
| 2010 | 0,751 | +0,002 |
| 2009 | 0,749 | −0,001 |
| 2008 | 0,750 | +0,003 |
| 2007 | 0,747 | +0,002 |
| 2006 | 0,745 | +0,009 |
| 2005 | 0,736 | +0,004 |
| 2004 | 0,732 | +0,004 |
| 2003 | 0,728 | +0,006 |
| 2002 | 0,722 | +0,007 |
| 2001 | 0,715 | +0,003 |
| 2000 | 0,712 | +0,006 |
| 1999 | 0,706 | +0,005 |
| 1998 | 0,701 | +0,007 |
| 1997 | 0,694 | +0,007 |
| 1996 | 0,687 | +0,007 |
| 1995 | 0,680 | 0,000 |
| 1994 | 0,680 | +0,005 |
| 1993 | 0,675 | +0,003 |
| 1992 | 0,672 | +0,002 |
| 1991 | 0,670 | +0,002 |
| 1990 | 0,668 | — |