O índice do PNUD que resume expectativa de vida, escolaridade e renda em um número de 0 a 1. A Hungria caiu na transição pós-comunista dos anos 1990 e hoje tem uma das menores perdas por desigualdade do mundo.
O IDH é a média geométrica de três índices, um para cada dimensão que o PNUD considera básica no desenvolvimento humano:
Cada indicador vira um índice de 0 a 1 pela distância entre um mínimo e um máximo fixados pelo PNUD, e os três entram numa média geométrica — não na aritmética. Na média geométrica, ir mal numa dimensão não é compensado por ir muito bem em outra.
46º do mundo em 2023. A Hungria marcou 0,870, atrás do Chile (0,878, 45º) e à frente da Argentina (0,865, 47º). O Brasil está em 84º, com 0,786.
A esperança de vida é a mais baixa do grupo. Um húngaro nascido em 2023 espera viver 77,0 anos, 66º lugar do mundo — a menor entre os quinze países desta rodada, atrás da Eslováquia (78,3) e da Polônia (78,6). A renda nacional bruta per capita, US$ 37,2 mil, é a 48º.
Os primeiros anos são os da queda pós-comunista. O índice caiu de 0,730 em 1990 para 0,722 em 1992, o menor da série, com a esperança de vida recuando de 69,4 para 69,2 anos. A recuperação começou em 1993 e não parou: em 2000 o índice já estava em 0,781, e em 2023, em 0,870.
A pandemia custou mais de dois anos de esperança de vida. Ela caiu de 76,5 anos em 2019 para 74,2 em 2021, e o índice, de 0,861 para 0,852, o menor desde 2017. Em 2023, com 77,0 anos, o índice chegou a 0,870, o maior da série.
O que ele não mede. Desigualdade, pobreza, segurança. O IDH ajustado à desigualdade (IHDI), que o PNUD publica ao lado, leva a Hungria de 0,870 para 0,819 em 2023, uma perda de 5,9% — a 6ª menor entre 169 países com o dado, menor que a da Alemanha (7,2%).
Uma diferença de milésimos não é notícia. Os componentes vêm de fontes internacionais que revisam suas séries, e o PNUD recalcula o histórico inteiro a cada relatório: comparar o número de hoje com o publicado há três anos compara duas edições, não dois anos. A série aqui é sempre a última edição, do primeiro ao último ponto.
| Período | IDH | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 0,870 | +0,003 |
| 2022 | 0,867 | +0,015 |
| 2021 | 0,852 | −0,005 |
| 2020 | 0,857 | −0,004 |
| 2019 | 0,861 | +0,004 |
| 2018 | 0,857 | +0,004 |
| 2017 | 0,853 | +0,002 |
| 2016 | 0,851 | +0,004 |
| 2015 | 0,847 | −0,001 |
| 2014 | 0,848 | −0,002 |
| 2013 | 0,850 | +0,009 |
| 2012 | 0,841 | 0,000 |
| 2011 | 0,841 | +0,003 |
| 2010 | 0,838 | +0,004 |
| 2009 | 0,834 | +0,001 |
| 2008 | 0,833 | +0,007 |
| 2007 | 0,826 | +0,003 |
| 2006 | 0,823 | +0,007 |
| 2005 | 0,816 | +0,005 |
| 2004 | 0,811 | +0,004 |
| 2003 | 0,807 | +0,007 |
| 2002 | 0,800 | +0,009 |
| 2001 | 0,791 | +0,010 |
| 2000 | 0,781 | +0,010 |
| 1999 | 0,771 | +0,007 |
| 1998 | 0,764 | +0,006 |
| 1997 | 0,758 | +0,006 |
| 1996 | 0,752 | +0,008 |
| 1995 | 0,744 | +0,005 |
| 1994 | 0,739 | +0,010 |
| 1993 | 0,729 | +0,007 |
| 1992 | 0,722 | −0,002 |
| 1991 | 0,724 | −0,006 |
| 1990 | 0,730 | — |